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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Estes são os meus pontos sobre saúde, culinária e lifestyle. Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final!

Seg | 23.10.23

O Luto fraternal

m-M
Morrer-se-nos uma irmã é um dor impossível de explicar. É A falta para a vida. Mas ninguém fala do quão solitário é. "Toda a gente" pensa na dor dos pais. Na dor do viúvo (gargalhada interior). Na falta que a pessoa vai fazer aos filhos. Praticamente ninguém me contactou e perguntou por mim, os poucos que o fizeram (excetuando os meus verdadeiros)fizeram-no numa perspetiva perversa de ver o que acontece quando um transplante corre mal - mas não iam estar a chatear os meus (...)
Sex | 25.06.21

10 meses

m-M
Este mês não foi fácil.   Tu sabes, pelas conversas que tenho, contigo e comigo mesma. O choque passa, e começa-se a tentar reorganizar os dias, vazios e ainda mais complicados do que eram antes.   Estou quase de volta a Casa e o que eu não dava para partilhar o que aí vem, contigo. Afinal de contas, és tu a "mola de ação" para as grandes aventuras em que nos metemos.   Mas sabes? Mesmo nos dias difíceis, em que choro, em que grito, em que fico nervosa com o Futuro e o facto (...)
Seg | 25.01.21

5 meses.

m-M
Já reparaste? Chegou o frio, de que não gostavas nada, e tu não estás aqui. Para vestir meias fofinhas, e muitos casacos, uns por cima dos outros, qual cebola.   Passou o Natal, e o Ano Novo. E, na vídeo-chamada para Casa, continuei a olhar para a mesa, à espera de te ver. E aí, acontece sempre a mesma desilusão. Desilusão consciente, fruto da saudade.   É verdade que, com a idade, os presentes materiais deixam de ser relevantes. Tanto que o meu grande presente, este (...)
Qua | 16.09.20

Do ser funcional, no vazio

m-M
Ainda estou deste lado. Embora em muitas horas me sinta anestesiada, vazia. E nem dou pelos dias passarem. O meu aniversário já foi, tal como o do meu pai e o da minha mãe aproxima-se. Dias estranhos, agridoces.   Como disse a uma amiga do coração, o luto pela minha irmã é o processo mais estranho que alguma vez vivi. É como se o ficar sem ela tivesse acontecido ontem, há anos ou não tivesse acontecido de todo. Vivo num universo à parte em que percebo perfeitamente o (...)