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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Estes são os meus pontos sobre saúde, culinária e lifestyle. Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final!

Ter | 13.03.18

Largar o que há em Vão

Há anos que leio sobre relações tóxicas.

Como são máscaras para uns, aproveitamento para outros. E como no fim, há sempre magoados.

Pensei (tontinha, eu sei!) que já distinguisse os traços ao longe... mas a verdade é que o maior cego é o que não quer ver. E o que eu pensei que era uma relação com pés e cabeça, com "para sempre", afinal era do mais tóxico que já vi. E quanto mais, vivi...

 

 

Eu mascarei amizade de amor. Houve muito quem se aproveitasse. No fim um ou mais saíram magoados. E tal também se passou ao contrário - mea culpa.

 

A verdade é que doí.

Perder amigos doí.

A solidão, a desilusão, o "enganamento", quando nos apercebemos.

Talvez me fique marcado por não ser exatamente uma pessoa social, com muitos amigos.

 

Mas, há uma coisa ótima no afastamento.

O perceber que a toxicidade deu agora espaço a ar fresco. a verdade e espaço onde não existiam.

Foram-se as amarras e os fretes. Ou pior, as obrigações.

 

E é estranhamente bom perceber que muita da minha nostalgia e apego ao que já foi... eram afinal incapacidade de largar amarras. Não era nostálgica apenas e só por mim. Era nostálgica para manter outros por perto. Vivendo de e nas memórias deles/com eles. Vivendo o bom, mas acima de tudo o mau (porque a maldade é pegajosa), o antigo, o que cheira a mofo.

 

Percebo agora que memórias que me magoavam ainda andavam comigo, qual nuvem, porque eu deixava a "faca" na mão de outros, para que a torcessem. Por achar que a dor une e que isso nos manteria perto. Sofria eu, para sentir que os outros estavam comigo, por bem.

 

As memórias más têm dias em que doem, em que vêm ter comigo quando estou a adormecer.

Mas agora que não tenho "diabinhos no meu ombro", ansiosos por dor para se sentirem melhor... consigo começar a ver os passos errados e a mágoa como algo que me foi necessário para chegar "até aqui".

 

E não necessito de frases feitas, de sonhos vazios e de multidões do instante para o ver.

Tenho capacidades. Percebo sozinha. E não há nada de errado nisso.

 

Obrigada, sempre - porque a gratidão não é um chavão que fica bonito dizer, é algo que se sente. Que o teu caminho te leve onde, finalmente, te sintas feliz.

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