Facada em cheio.
Pois... esqueçam.
A partir desta semana volto a ficar "sozinha".
O Vicky sentiu tantas ou mais dificuldades do que eu na adaptação a Lisboa.
Mesmo com o irmão cá... voltou a arranjar emprego no Porto e lá vai ele.
Logo agora que tinhamos falado em voltar a sair, para nos animarmos e nos tornarmos mais socialmente ativos.
O medo dele em ter que me dizer foi tanto... que mo disse pelo Facebook, por mensagem.
Lá se foi toda a vontade que ontem tivesse, de por um pé fora de casa.
Fechei-me em casa. A receber sms do m-R feliz, em Londres. Bebi mais de 5 litros de chá. Vegetei, sem me lembrar do que vi, em frente à super TV que compramos na 5ª feira. Chorei. Questionei-me e questiono-me muito, sobre o rumo que estou a dar à minha vida.
Quem raio sou eu? E com que raio sonho, afinal?
Estou no trabalho a escrever este texto, de rosto fechado, mas morta por poder chorar.
A única pessoa "minha", que tinha em Lisboa, vai embora. Esta cidade suga mesmo a alma às pessoas.
Eu estou cá por amor. Já que nem a minha carreira cresce ou avança.
Já nem eu sou a mesma e sei que muito se deve ao facto de, neste momento não sentir que pertença a lado nenhum, nem a ninguém.
Para quê fazer planos, se tudo de relevante, fora o Amor, está fora das nossas mãos?
Só nos habilitamos a facadas em cheio, no coração.


