Eu vivo assim:
Fiz a 1ª, de inspiração chinesa, na omoplata, vai fazer 6 anos, em Julho.
Fiz a 2ª e a 3ª ao "mesmo tempo", na mesma tarde, há 3 anos - também em Julho.
A 2ª, no pé direito, a representar a forma como ironizo com a minha (d)eficiência.
A 3ª no início da cervical.
A 3ª tatuagem foi desenhada no meu corpo à mesma hora que a minha mãe estava internada no IPO, a receber tratamento por 40 horas, seguidas.
A 3ª tatuagem é dela. Sou eu, vista por ela.
A 4ª está desenhada, irá para o pulso esquerdo.
A 5ª está em negociações.
Todas a preto.
Todas eu, todas arte. Sem arrependimentos.
Vivo como na reportagem. Pela área de trabalho, pelo meu aspeto físico. Pelo que "esperam" de mim.
Adoro surpreeender quem passa e fica a olhar para os meus "momentos", as minhas "máximas".
Embora as tenha tão "escondidas" que me chego a esquecer delas.
Como já disse antes: São minhas, para mim. São Arte, mas são como uma exposição: "as portas abrem para quem as merece ver".

