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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Estes são os meus pontos sobre saúde, culinária e lifestyle. Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final!

Ter | 20.03.18

Epilepsia | Inovações para nos ajudar

Os meus textos sobre como é viver com epilepsia (podem ler aqui e aqui), devem ter chegado aos "ouvidos/olhos" certos.

 

Esta semana recebi um e-mail/ PR/ texto de uma empresa que trabalha com uma nova aplicação que procura ajudar os portadores de epilepsia a melhorar a sua relação com a medicação e a sua memória, para não se esquecerem de tomar os coprimidinhos. E sim, vou partilhar aqui partes do que recebi, porque um blogue também existe para partilhar informação e ajudar o próximo - até porque a epilepsia é um tabu do caraças.

 

Assumo, ser diagnosticada com 20 anos, no "auge" das saídas à noite, dos primeiros namorados, das noitadas a estudar... fez com que rosnasse à medicação. Aos 6 comprimidos que tinha que tomar todos os dias. Ao ter que andar com eles para todo o lado. Davam-me sono. Mexiam muito com o meu humor. Tiravam-me o apetite... um sem fim de efeitos secundários que nunca tinha sentido.

 

"É verdade que o tratamento médico deve ser seguido para qualquer doença, mas no caso da epilepsia, as consequências da não ingestão dos medicamentos podem ser graves, e considerando que as crises são imprevisíveis, e ainda os efeitos que ela causa na nossa memória, tudo isso se acumula e, para nós, é preciso um esforço dobrado para manter o tratamento no dia-a-dia." 

Amén sistáh! Onze anos depois, é na memória e na dicção que noto mais diferenças. Agora imaginem se eu tivesse deixado o meu eu de 20 anos "ganhar" e não tomar a medicação...

MyTherapy_reminder_por.png

A app que me apresentaram no PR faz-me lembrar o conjunto de hábitos que criei sozinha. Sem imaginar que, em 2018 pudesse haver ajudinha do público tecnológica para nos conhecermos melhor, enquanto portadores de epilepsia.

 

"Nesse caso, aplicações para smartphones parecem ser uma das soluções. Afinal, podemos anotar nossos padrões de sono e humor, gerando gráficos que podem então, ser correlacionados e prover dados benéficos para o processo de autoconhecimento.

Em muitos casos, é útil refletir e registar questões como:

  • O que aconteceu imediatamente antes, durante e depois da minha crise?
  • Quão frequentemente as crises ocorrem?
  • Há algum sinal de aviso?
  • Eu consigo lembrar de alguma coisa sobre a crise?"

 

A MyTherapy apresenta-se como sendo a app que permite a organização do tratamento de forma simples e com espaço para o registo dos dados mencionados acima. É possível partilhar os resultados dos registos com o médico e assim, a cada nova consulta ele saberá como foi o progresso e fazer mudanças no tratamento se for preciso.

O jeito que isto dá para as consultas, minha gente??? Especialmente quando, com a estabilização se começa a ter consultas semestrais ou anuais, como é o meu caso. Tenho sempre montes de medo de não me estar a lembrar de "tudo"...

MyTherapy_iOS_Android_por.png

  

Também achei muito interessante a função "diário de saúde": regista sintomas e variações de humor - o m-R ganha um aliado aqui...

 

A app está disponível para iOS e Android.

É uma aplicação gratuita, não exige registo e não chateia com anúncios.

A empresa responsável pela aplicação tem como objetivo conscientizar as pessoas da importância da adesão aos regimes medicamentosos, e facilitar o processo de autoconhecimento dos portadores de doenças crónicas em geral, incluindo a epilepsia.

 

É a próxima app a vir morar para o meu Iphosga-se.

Que vos parece? Eu cá acho fantástico que a tecnologia mais do que pensar na saúde e qualidade de vida, se esteja a lembrar das doenças crónicas e dos seus impactos na nossa vida.

 

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