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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Estes são os meus pontos sobre saúde, culinária e lifestyle. Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final!

Qua | 04.07.18

Do que somos feitos:

Ontem, utilizei, PELA PRIMEIRA VEZ, uma das funções mais famosas do WhatsApp: o ditado, a converseta em tempo real.

 

Sim, pareço uma beilha info-excluída, mas graças a esta menina, e a estar a andar na rua, e eu + telemóveis + calçada portuguesa = a perigo.

Olha, experimentei e, em vez dos enormes testamentos, estragados pelo autocorrect, aprendi a fazer ditados para o WhatsApp. E percebi o porquê de ver gente a falar para o cantinho do telemóvel, qual mensagem top secret.

 

Conversamos:

Estava eu a ir para o metro.

Depois... no metro.

Depois, na fila para renovar o passe.

Depois a caminho para casa, a mentalizar-me para ir ao ginásio.

 

E, no meio de tudo. No meio de piadas à nossa moda, dissemos algo, que a rir, me fez pensar no quão verdadeiro é:

 

Há quem sonhe com e fale de diamantes, mas não passe de zircónio.

 

Eu?

Eu sou artesanato português, daquele pré-moda das lojinhas e das Feiras. Daquele que era feito com o material que havia, mas era feito para durar. Sem marca, sem griffe. Com ambições, mas sem pretensões. Afinal de contas, nunca me soube vender cara.

Nota-se pelo meu "defeito de fabrico único", pelas imensas mossas no "material".

Mas não desfaço, não rompo. Nem quando parece.

 

Como das brincadeiras e das piadas, no metro, consigo ter enormes raciocínios filosóficos, e perceber mais de mim.

Obrigada meu amor.

 

 

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