Da casa nova:
Vão 7 meses. SE-TE meses de procura.
Visitas. Ilusões, desilusões.
Propostas, avanços arrecuas.
Entretanto fizemos dois anos que moramos juntos.
E a ansiedade de encontrar o nosso poiso. A nossa casa-mento... fez-nos não celebrar o 2º aniversário de "ajuntamento" de trapinhos. Sim, porque a ansiedade é muita (e o dinheiro pouco, para essas "extravagâncias".
Já vimos tantas casas, em tantos locais diferentes da Grande Lisboa.
Dou por mim triste, mais do que frustrada por isto não estar a avnaçar.
Porquê?
Acho que nem é assim pelos motívos óbvios...
A minha tristeza vem de já (ou será ainda?) não me conseguir imaginar a decorar uma casa nova.
Sei que gostava de ter um tocador meu, mas não sei como enquadrar isso na mobília - se temos os orçamentos contados.
Sei que gostava de passar a sala para tons de vermelho. Manter a cozinha nos verdes. Passar o quarto para os azuis. E a casa-de-banho para os lilázes e roxos.
E depois lembro-me: (ainda) não há casa.
Não conheço os espaços com que estou a sonhar.
Não posso sonhar muito alto, monetariamente...

Mas o meu coração aquece-se quando o meu pensamento-chave é querer encontrar a casa que me faça sorrir. E é querer encontrar a casa onde o Snape continuará um gato saudável, ronronante e feliz.
Isso é que importa, certo?

