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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Estes são os meus pontos sobre saúde, culinária e lifestyle. Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final!

Ter | 02.08.16

Da casa nova:

Vão 7 meses. SE-TE meses de procura.

Visitas. Ilusões, desilusões.

Propostas, avanços arrecuas.

 

Entretanto fizemos dois anos que moramos juntos.

E a ansiedade de encontrar o nosso poiso. A nossa casa-mento... fez-nos não celebrar o 2º aniversário de "ajuntamento" de trapinhos. Sim, porque a ansiedade é muita (e o dinheiro pouco, para essas "extravagâncias".

 

Já vimos tantas casas, em tantos locais diferentes da Grande Lisboa.

Dou por mim triste, mais do que frustrada por isto não estar a avnaçar.

Porquê?

Acho que nem é assim pelos motívos óbvios...

A minha tristeza vem de já (ou será ainda?) não me conseguir imaginar a decorar uma casa nova.

Sei que gostava de ter um tocador meu, mas não sei como enquadrar isso na mobília - se temos os orçamentos contados.

Sei que gostava de passar a sala para tons de vermelho. Manter a cozinha nos verdes. Passar o quarto para os azuis. E a casa-de-banho para os lilázes e roxos.

E depois lembro-me: (ainda) não há casa.

Não conheço os espaços com que estou a sonhar.

Não posso sonhar muito alto, monetariamente...

Mas o meu coração aquece-se quando o meu pensamento-chave é querer encontrar a casa que me faça sorrir. E é querer encontrar a casa onde o Snape continuará um gato saudável, ronronante e feliz.

Isso é que importa, certo?

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