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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Estes são os meus pontos sobre saúde, culinária e lifestyle. Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final!

Qui | 21.06.18

Calada

Sempre me disseram: em boca fechada não entra mosca. Língua parada não destila veneno.

 

A verdade é que o trabalho (que é de loucos no verão) e a falta de inspiração não são as únicas a manter-me mais caladita, passando-se agora dias sem que por cá passe.

Logo eu, que primava por escrever todos os dias úteis.

 

Não me entendam mal, tenho aqui ao meu lado uma folha com ideias para uns 8 textos, com direito a tudo: roteiro em Madrid, dicas de poupança em viagem, cuidados de pele no verão, o meu vício por batons, os resultados no ginásio...

 

Mas, tenho passado umas semanas de inquietação, "cá dentro".

Tentei esconder com a viagem e os seus preparativos, mas a verdade é que maio fez-me tocar em feridas que considerava melhor saradas. E agora sangro.

Gostamos sempre de responsabilizar os outros, quando nos dói, cá dentro. Mas a verdade, e deixo-a aqui para não me esquecer, é que há padrões e repetições nada saudáveis que vêm de nós mesmos, que somos nós que criamos e permitimos.

 

E, por isso, aqui estou eu, mais calada.

E sei, falhando com pessoas que me acarinham e me ofereceram sorrisos, quando eu nem esperava.

Mas, ando pouco capaz de sorrir. Ando numb. Os dias passam e eu nem dou por eles. Na minha rotina (boa), nos meus compromissos... mas MUITO na minha revolta interna, contra mim mesma, passam-se os dias. E eu calada. Desligada. Talvez a passar para fora uma imagem de quem não quer saber, de quem não simpatizou...

 

Mas, no fundo, cá dentro, sou uma pessoa dorida. Entristecida comigo mesma, porque continuo a cometer os mesmos deslizes, acreditando que não se repetem, porque os protagonistas mudam.

 

Estou calada, porque acredito: se falar, se mostrar a minha revolta, vou morder a língua. E ninguém merece o meu veneno.

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