Aulas à distância
Ontem, 11 da noite, eu já dentro da cama com um olho na tv (Criminal Minds... Shemar Moore... ) e outro na chávena de chá.
Partilho com o m-R que espreitei tabs de aulas de guitarra - afinada à la Baixo de 4 cordas mas isso é oooooutra história - e que me sentia burrinha que nem uma Magda no "Sai de Baixo".

Et voilá, "M-R na pele de Prof." liga, on the spot para me tirar dúvidas. Explicar as tabs, iniciar-me na leitura.
Percebi que penso correctamente na técnica (diz ele que é super importante para não cair em "vícios"). Que as tabs parecem linhas em mandarim, mas fazem sentido. Que terei que começar por aprender músicas de que não gosto por serem mais simples*. Percebi que vai ser MESMO um desafio aos meus problemas de mobilidade e lateralidade.
40 minutos ao telefone. Ele a "ditar" as posições das notas e das mãos nos fretts e no braço. Eu a "copiar" em air guittar. Acabei a aula à distância com dores na mão direita. A agradecer à alma caridosa que me ofereceu uma bola anti-stress no Natal porque vai servir para fazer ginástica. Agora... Domingo volto à "luta".
Acima de tudo gostei da calma dele a ensinar. De ver que percebi, embora nunca tenha tocado um instrumento de cordas. Gostei da forma como ele me acalmou e me fez perceber que agora não é a beleza das melodias que interessa. É familializar-me com os movimentos. E sentir, mesmo por entre o medo e a frustração que estou a entrar numa aventura que para os outros é "só" aprender a tocar, mas para mim é um desafio físico que não me imaginava a aceitar!
No final enrosquei-me para dormir e dei por mim a rir-me porque me lembrei daqueles anúncios muito antiguinhos das aulas de música, à distância, da CEAC!
*O meu objectivo é conseguir tocar algo deste género, nem que seja aos 32 em vez dos 12:

