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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Estes são os meus pontos sobre saúde, culinária e lifestyle. Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final!

Seg | 11.11.13

Do re-fazer

Nada como pegar em "rotinas" que se repetem há anos e re-fazê-las. Molda-las a quem somos hoje. Deixar de as ligar às memórias do Passado, afinal de contas, já nem é lá que moramos.

Então, desci a A1, pela 50ª vez em 5 anos (?) pelo mesmo "motivo", mas por uma pessoa diferente. A mudança começou logo ali: mudei de ponto de partida, de serviço, de músicas no MP4. Cheguei mais cedo porque o serviço é eficiente - ao contrário do anterior. Fomos buscar a nossa ceia aproveitando as novas tecnologias, mas para partilhar em casa, os 2. A rir, a brincar, a matar saudades, a comer coisinhas novas e que nem conheciamos. Sim, o abraço soube ao mesmo, soube a mais até. Tê-lo lá à minha espera.

Adormecer em lençóis de Inverno, porque o Outono chegou mesmo à Serra. Adormecer eu agarrada a ele (é tão pouco habitual que não imaginam a minha cara de surpresa ao ver a cara de felicidade dele, de manhã ao acordar). Adormecer às 5 da matina porque se fica a conversar e a contar histórias e a rir e a abraçar que "nem polvos" e a ouvir que "sabe igualmente bem simplesmente agarrar-me a ti, no mimo, estar aqui, só os dois". Re-fazer a memória do que é adormecer agarrada a alguém, porque o quero, não porque mo pedem.

Sábado sair para a cidade grande e re-fazer memórias. Ir "àquele sítio", aquele que eu ainda tenho o cartão, onde fui levada torpe e drogada e apresentada (a única vez) aos amigos do "Psicopata da Margem Sul, jamais". Ir a pé, devagar, com um sorriso nos lábios - porque não sabia onde ia, admito. - mas ir porque é o local onde o m-R festejou o seu Mestrado e sorria de orelha a orelha. Ir para provar a melhor cerveja alguma vez feita. Ir para ouvir Beatles e o ouvir dizer "não há má memória que um beijo e bom álcool não transformem". Seguir para o restaurante românticó-chique (e vivam os vouchers!) onde "planeamos o nosso casamento" não só como uma brincadeira do Futuro, mas com os laivos do que pode vir a acontecer, quiçá, um dia?

Re-fazer a memória de partilhar a casa com um Homem, com H grande (quando quer ser, não é?). Que cozinha para mim, que sorri ao acordar, que me procura durante a noite para se abraçar a mim porque tem frio, com quem converso e planeio mais datas e me ouve e pondera tudo para acontecer da melhor forma.

Até o momento da despedida foi re-feito. O despedirmo-nos no meio da confusão do terminal. Ele confessou que lhe soube a diferente de todas as outras despedidas, até as que há muitos anos se passaram naquele local. Eu revi as minhas antigas, mas percebi a diferença de me estar a despedir do que, no Passado, foi despedir-me de ilusões que eu criei ou aceitei e o despedir-me da Realidade que conheço e tenho agora. Os últimos 40 minutos de mão dada, a trocar beijos, a sorrir e a dizer as palavras que nos vão acompanhar neste mês e meio tão difícil e a rir do Mel dos outros casais, claro!

Este fim-de-semana re-fiz tanta coisa e no final? No final ganhei um teddy-bear, só meu e reencontrei-me.

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