Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Estes são os meus pontos sobre saúde, culinária e lifestyle.
Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final!
Há um mês descobri que há umas farmácias aqui em Lisboa que têm um serviço de Dermo-Farmácia. E, tal como quando fiz 30, ando a notar que a minha pele está a passar por mudanças.
Vai daí marquei uma sessão. Foi muito interessante: Mediram os níveis de hidratação da pele (estão ótimos), mediram as manchas (tenho muito poucas e são "estéticas", porque uso protetor solar (quase todos os dias), tenho pele mista, não tenho poros dilatados (viva a genética) e sim, a minha pele está sensibilizada por motivos hormonais.
Ora, porquê que me apercebi disto? Porque o Retinol que estive mais de 3 meses a experimentar não fez maravilha nenhuma pela minha pele e porque comecei a ter "pseudo-acne" na zona do queixo.
Estou agora a fazer uma rotina muito mais simples: dupla limpeza com produtos para peles sensíveis, um sérum recuperador da Uriage, um creme de dia com Vitamina C da SVR e o meu protetor solar 50+ da Revuelle; e à noite, repito a limpeza dupla, uso um creme de olhos hidratante da Cien, o mesmo sérum da Uriage e um creme reparador anti-acne da Martiderm. Voltei ainda a fazer máscaras de rosto, estou a fazer uma máscara de hidratação e apaziguamento da SVR que deixa a pele super suave.
E sim, em um mês já noto pequenas diferenças: o queixo já não está com a pele fina e sensível, e acima de tudo tem sido interessante simplificar rotinas, e experimentar marcas novas.
Interessa-vos saber de que produtos estou a falar, ou isso já é informação a mais?
Parabéns! Hoje só me consigo lembrar dos postais caseiros que me fazias, quando ainda não tínhamos dinheiro para comprar presentes. (mas os que eu te fazia nunca ficavam tão bonitos porque o meu jeitinho foi sempre zero, né?)
De como gostavas tanto de torta de Noz e acabava a ser o MEU bolo de anos.
Como há 24 anos o teu presente foi uma caixa de flutes XPTO para o teu serviço de casada.
Hoje farias 45 anos.
Há 5 anos celebrámos o teu último aniversário, os grandes 40, a nova década - à qual devo chegar eu, em setembro.
E tu, mesmo cansada, pediste para eu te maquilhar. Conversaste muito, sorriste muito, pediste para tirar fotos. Ainda hoje me pergunto de onde veio tanta energia e alegria naquela noite, mas fui dormir feliz, porque tu estiveste, por horas, mais perto de quem eras antes de estares doente.
E eu prometi-te Madrid de presente. Garanti-te que ias gostar das ruas, das pessoas, dos jardins e do Sol.
(E é no Céu de lá que moras, no nascer e no pôr-do-sol.)
Sabes? Apesar de tudo, e passe o tempo que passar, continuo a celebrar o teu dia, no meu coração.
Continuo muito orgulhosa do 26 de fevereiro que fez de ti minha irmã.
É um dia que dói de saudade, mas que brilha de orgulho no meu coração.
Sei que o Avó e a Bi-vó te estão a dar muitos beijinhos aí no Céu, eles gostavam tanto de te mimar.
Mas tenho saudades de te dar eu beijinhos e abraços - daqueles apertados de que não gostavas nada.
Não foi de propósito, não fi pela data que se aproxima. Mas desabei.
O Natal, a maior convivência, a insistência em "arrastarem-me" para os dramas, as obcessões, os problemas; e a minha incapacidade de não responder, de não tentar ajudar, de ser uma "esponja" emocional, fizeram-me desabar.
Juntem a isso, em terapia, ter-me aprecebido de uma frase terrível, que nenum filho merece ouvir.
Senti-me um nada, na lama, sem valor.
E tive, de urgência, de contactar o psiquiatra.
Os pensamentos maus voltaram. A falta de apetite, o ser funcional porque o mundo obriga e que termina comigo aos gritos ao fim de cada dia.
Explicou-me que este momento não foi um passo atrás, foi um reconhecer de que ainda não tínhamos postos a doença à prova e que, por isso, as doses estavam desajustadas. Disse-me para ficar satisfeita por ter reconhecido os sinais e por ter pedido ajuda.
Estou no final da primeira semana de convivência com as novas doses, faltam mais 3 para, segundo ele, me voltar a sentir melhor...
É não perceber como posso eu fazer 20 anos de diferença do meu sobrinho - e hence ter pouca probabilidade de ser vista como um contacto "real" para ele.
Ver "sobrar" dinheiro porque foi Natal e tal e eu não sou de grandes gastos - em mim - e ficar dividida entre fazer uma amortização ao crédito da casa ou reforçar o PPR.
Ser muito feliz por ter um carro pseudo-novo, que é novo aos olhos dos outros, e conduzir a cantar no carro - mesmo que fiquem a olhar para mim no trânsito.
Perceber que, supostamente, vem aí a peri-menopausa.
Ter uma bebida vegetal de supermercado favorita - é a de Aveia "Zero" do Lidl. #notsponsored
E parece que foi ontem, e parece que já não conheço a vida sem ti.
Quem diria que o Universo tinha guardado para mim o que me ama e aceita e apoia e alegra, sem pensar duas vezes.
Sem pensar em rótulos.
Sem mostrar medo.
E o orgulho que tu tens em chamar-me mulher? Em organizar o casamento, em mimar?
Até me sinto pouco romântica.
E depois vejo as fotos que me tiram quando eu não estou a olhar. E vejo que os meus olhos, o meu sorriso são tão abertos, que ninguém pode ter dúvidas que o nosso amor é igual.
Feliz Ballentines' Sinhor Inginheiro.
És a melhor surpresa que eu não esperava, que o Mundo me deu.