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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Estes são os meus pontos sobre saúde, culinária e lifestyle. Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final!

Dom | 08.03.20

Experiência | Vinho Vidigueira, uma comparação

O prometido é devido! E pedido por vocês...

 

Estava a tirar estas fotos para realmente falar do vinho, o "famoso" Vidigueira, um vinho de muitas histórias engraçadas, na família do m-R, e que em 2019 voltou a ser presença assídua lá por casa, muito devido às promoções do Continente (embora volta e meia esteja marcado como um vinho de €9, há muitas promoções em que fica a €3, a garrafa).

Neste dia estávamos em casa dos avós paternos do m-R e apareceram estas duas meninas à mesa.

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Tendo em conta a diferença de preços, lembrei-me de falar delas, e partilhar a minha opinião sobre se valem, ou não, o investimento!

Na minha mão esquerda está o Vidigueira tinto Premium, presença habitual à mesa, porque é o vinho favorito do avô.

Este alentejano diz-se Premium mas é um vinho simples: perfeito para por na mesa num jantar de família, sem se comprometerem. (Mas também não vai deslumbrar ninguém, calma!) As castas são Alicante Bouschet, Trincadeira e Syrah e acompanha bem aves e carnes assadas. Os sabores são equilibrados com toques de fruta madura e poucos taninos. Para mim, vale os €3 mas não mais, e é um vinho de aproveitar as promoções, para ter em casa e receber os amigos sem correr o risco de apresentar um vinho "demasiado forte", que não agrade a certos palatos.

 

Já na minha mão direita está o Vidigueira Signature Tinto, que venceu a medalha de ouro do Wine Masters Challenge 2018. É garrafinha para €15 em certas lojas online, mas estava a €5 no Continente e o avô trouxe, entusiasmado.

Castas? Syrah e Alicante Bouschet. Veredito? É um vinho mais escuro, rico, com lágrima, leve aroma a baunilha, igualmente equilibrado com notas de fruta madura e, desta feita, madeira.

Ou seja, bom, mas nada de extraordinário, como se esperaria pelo nome e pelas medalhas. São até os dois muito semelhantes quando comparados diretamente, sendo o Premium mais suave até - mas nisto dos vinhos, cada um tem o seu palato e preferências!

(Eu devo ter palato de póbri!)

 

Isto tudo para dizer que, na mesma casa, na mesma marca sim, encontram-se diferenças, mas que o marketing também joga, e nem sempre um rótulo mais bonito ou um preço mais alto é garantia para apaixonar.

 

Quem já os experimentou, concorda?

 

*post não patrocinado

Sex | 06.03.20

Experiência | Boteco Dona Beija, Lisboa

Ando em preparativos e pesquisas para organizar a despedida de solteira do "Casamentazo de 2020", no meu papel de Dama de Honor.

Sendo a noiva e a outra Dama de Honor - e grande parte das convidadas para a Despedida - brasileiras, tenho andado a contactar restaurantes brasileiros, para conhecer as ofertas e ver se a parte da comidinha da Despedida pode ser temática e ajudá-las a matar "saudades de casa".

E assim sendo, contactei o Dona Beija - O Boteco em Lisboa, para melhor conhecer as iguarias brasileiras, para, quem sabe, poder repetir a visita com elas. Simpaticamente, foi-me oferecida a refeição, apenas em troca de divulgação, mas sem qualquer patrocínio. 

Por isso, cá vai a minha experiência:

O local é simples (mas tem ainda uma cave para eventos musicais), bem decorado e as funcionárias são simpáticas, eficientes e rápidas.

Adorei o conceito de partilha que vem desde logo apresentado no topo de menu, para nunca nos esquecermos, quando estivermos a escolher a nossa refeição - apelam à partilha e não ao consumir por consumir, acho muito interessante e totalmente verdadeiro, porque mesmo dividindo os pratos as doses são tão bem servidas, que, garanto, ninguém sai de lá com fome!

 

Os pratos são verdadeiramente caseiros, senti-me em casa de uma família brasileira, a comer as coisas boas, os pratos de "dia de festa".

Começamos por partilhar duas entradas: uns maravilhosos Dadinhos de mandioca, suculentos, saborosos, com um toque de queijo e uma geleia de pimentão picante que casou na perfeição; e uns pasteis de vento (também conhecidos por pasteis de feira) de queijo também, que vinham acompanhados de maionese de ervas. O único senão é que os pasteis de vento vêm em número ímpar, o que já não facilita tanto a partilha, e, aqui entre nós, a maionese, apesar de boa, não acrescenta nenhuma nova dimensão de sabor.

Partilhamos o prato principal, um famoso "prato de domingo": Carne de Sol com palitos de mandioca cozida em manteiga. Pedaços de carne bem temperada com cebola confitada, com uma textura densa por ser carne seca ao sol, e palitos de mandioca tão bem cozida que se desfaziam como puré, e apenas temperados com a manteiga de cozedura - confirmo: sabe a "comida de domingo", da avó, reconfortante.

Para encerrar pedimos duas sobremesas: brigadeiro de panela, com acompanhamentos, no ponto de doce e que com a fruta e o crocante do amendoim realmente ficou elevado a um nível enorme de boa tentação; e churritos de mandioca: a mesma textura dos dadinhos salgados, mas fritos com açúcar e canela (bem crocantes e nada enjoativos) e um pequeno potinho de doce de leite a acompanhar.

Acompanhamos tudo com 2 caipirinhas signature a de framboesa e laranja e a de manga e maracujá, muito saborosas, mas pouco frescas. Contudo, acompanharam bem a refeição.

 

Resumindo: querem sentir-se acolhidos por uma boa família brasileira, com a boa comida e boa vibe que isso implica? Visitem o Dona Beija - Boteco em Lisboa.

Eu conheci e rendi-me ao Dadinho, doce e salgado. A mandioca foi-me apresentada num nível de mestria que ainda a sinto a desfazer-se na minha boca. 

O espaço é amplo, mas enche, a partir das 13 horas, pelo que recomendo reserva. A música ambiente está no ponto de volume e todos os funcionários oferecem um sorriso.

A refeição de partilha recomendada pelo próprio Boteco ronda os €35 para 2 pessoas com a vantagem de ser Zomato Gold nas bebidas, que vos desconta o preço de duas bebidas.

Recomendo sim, e vou levar as minha mininas brasileiras a conhecer.

 

Boteco Dona Beija Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

*post não patrocinado, mas com oferta da refeição pelo estabelecimento

Seg | 02.03.20

Receita I Abacate no forno

Está semana andei a dar umas voltas, aqui nos artigos do blogue, e reparei que já se passaram 3 anos desde eu me rendi a um dos meus alimentos favoritos, mas que, em 2017, me era muito estranho, o abacate.

 

À época, muitos de vocês me disseram para arriscar, para experimentar, que ia gostar.

E assim foi. Comecei pelo simples guacamole, tentei a badalada mousse de chocolate fit (e não gostei), rendi-me ao abacate com açúcar mascavado, canela e limão; ou ao abacate aos cubinhos nas saladas... mas o meu favorito para estes dias ainda frios é o abacate no forno: uma refeição low-carb, bem rápida e que se pode fazer com abacates mais maduros (que estão mais baratos nos supermercados) e com os restos que tenham em casa - o abacate vi mesmo ser o ingrediente mais caro da receita toda.

Eu, normalmente, aposto em:

  • 1 abacate, aberto ao meio, para cada um,
  • 1 ovo no buraquinho,
  • 1 fatia de fiambre/ bacon/ queijo por cada metade,
  • 1/2 cebola em cubinhos,
  • sementes - para dar crunch,
  • sal, pimenta, pimentão em pó, limão e azeite, para temperar.

 

As 4 metades num tabuleiro, vão ao forno entre 15 a 20 minutos, a 180ºC, et voilá: o jantar está pronto.

Acreditem!

 

Quem já conhecia? Quem mais faz?

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