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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Estes são os meus pontos sobre saúde, culinária e lifestyle. Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final!

Ter | 02.05.17

Das férias...

Olhem... foram curtas! 

 

Por mim... continuava nesta "rotina boa": pôr a pé cedo, tomar pequenos-almoços completos, embonecar-me, passear muito, sentir o Sol na pele, fazer pequenas roadtrips todos os dias, ver muitos locais novos, andar de mãos dadas, sorrir muito, usar vestidos todos os dias, fazer uma hora de SPA e de piscina todos os dias, engolir muitos pirolitos, jogar mini-golfe, dar muitos abraços bons e ver pessoas de quem tinha saudades, fazer o meu afilhado muito feliz, ir ao cinema...

Tudo simples, "tudo fácil", tudo do bom e do melhor, tudo "tanto", que vivi semanas e meses em 4 singelos dias.

Estarreja faz o meu género, a Torreira continua uma zona simpática, a Costa Nova é LINDA! (Acho que nunca tirei tantas fotos à paisagem como nestes dias! Ainda por cima tivemos sorte: todos os dias foram dias de Sol e calor)

 

A minha alma voou, leve. Porque desliguei do mundo. Fiz questão disso.

Saí sozinha, cuidei da beleza, permiti-me pequenos "luxos" a mim mesma, nos primeiros dias, enquanto o m-R não entrou de férias também.

Fui também cuidar da saúde e finalmente tentar inscrever-me no centro de saúde na minha (nova) zona - não está fácil, vai para aqui uma epopeia, ui!

 

Mas, não me perguntem como... 4ª feira de manhã, mal entramos no carro para arrancar rumo aos nossos 4 dias de férias: carreguei no botão do off mental e vivi os dias ao máximo. As horas deram para tudo e, ao fim de meses, voltamos a ter aquelas manhãs maravilhosas (de filme!) em que acordamos descansados, retemperados e prontos para mais - do bom da vida!

 

Voltei a sorrir e a ver o m-R sorrir, como já não o fazíamos há tanto tempo...

 

Agora? É tempo de voltar à "realidade"... o dia já foi passado no escritório, a re-organizar o dia, as próximas semanas e os próximos passos que são para dar.

Mas caraças! Ao menos já tenho mais uns quantos momentos bons sobre os quais posso sonhar acordada!

Ter | 02.05.17

A depressão e a ansiedade estão na moda?

Agora multiplicam-se os artigos na internet e nas publicações femininas sobre depressão, crises de pânico, ataques de ansiedade, efeitos nefastos do stress...e como essas problemáticas mentais são doenças. Que devem ser assumidas, conversadas, tratadas. Que não são motivo de vergonha, mas sim de resiliência.

Não poderia concordar mais. Mas esta abordagem, este espaço mediático nas revistas it, nos websites cheios de tráfego, nos livros "bem"... parece "moda".

 

E digo isto "de barriga cheia". Porque sofro de distrubios nervosos desde os 9 anos. "Eu posso falar".

Com 31 anos conto 4 depressões nervosas, que eu saiba reconhecer.

Já fiz 3 anos de terapia.

Conheci os menadros dos ataques de pânico e ansiedade entre os 13 e os 17 anos. E ajudei um ex-namorado a ultrapassar/conviver com os dele.

 

Soa-me a moda. Mas fico feliz que ela exista.

Assim posso escrever sobre viver assim sabendo que não estou sozinha, posso escrever sabendo que não me vão virar as costas. Posso escrever sabendo que há quem acene do outro lado e respire fundo e ganhe um bocadinho de força para aguentar mais este dia.

Assim, quando há semana e meia fechei o capítulo de terapia que me acompanhou durante quase um ano, fechei-o com o apoio do m-R, que se sentou comigo a olhar para situação e me fortaleceu, mesmo quando eu sentia o ar a faltar nos pulmões e não percebia bem onde estava. Descobri que tenho amigos que não têm vergonha de me ajudar a lidar com isto. O telefone toca, recebo SMS's, recebo "pedidos" de força e foco em mim. Sem ponta de peninha ou de coitadinha, que é doente.

Tenho apoio porque a consciência, minha e dos outros, vai mudando. Mesmo que seja por causa de uma moda.