Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Estes são os meus pontos sobre saúde, culinária e lifestyle.
Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final!
Maioritariamente "O Prato do Dia" da minha lindona e gostosona Filipa, "Os Segredos da Tia Cátia" - a cozinheira que mais tenta ser "portuguesa de gema", mas depois tem um sobrenome francês e uma séria "adição" a projetos DIY com mooooooooooooontes de cola! - e "As Iguarias do Rudolfo" - aquele sotaque sexy holandês, deixa-me de rastos e o homem é tão descontraído que é de rir!!!
Ontem, resolvemos experimentar uma receita que a Tia Cátia tinha feito no programa anterior: chips de batata doce, "fritas" no micro-ondas.
Enquanto eu fazia um estufado de legumes com caril... e não me apetecia fazer arroz - e ando numa fase de querer batata doce com tudo... o m-R foi pesquisar à net, já que no dia anterior não tínhamos apontado a receita...
Então reza o seguinte:
Laminar a batata doce em rodelas fininhas
Temperar com azeite (pouco!), sal, pimenta e ervas a gosto
Levar ao micro-ondas por 3 a 5 minutos, virar e repetir - nós usamos um pirex e uma grelha de repouso, das próprias para o micro-ondas.
Uma batata doce grande deu para 4 levadas - cerca de 25 minutos.
E a verdade é que ficaram mais saborosas e estaladiças do que todas as outras vezes que as fritei!!!
E ligaram majestosamente com o caril!
[Bem, digamos que de estar aqui a escrever isto, estou, outra vez a salivar!]
No meio de tanto riso sobre o despretenciosismo (para nós, falso) da Tia Cátia, aprendemos uma recieta nova, rápida e super saudável.
Ontem recebemos o J. e o T. - meus antigos colegas de trabalho, brasileiros, que embarcaram na sua 2ª "eurotrip", em 2 anos.
O ano passado o J. estava lá em casa no dia em que soubemos que o Botinhas morreu...
Este ano o J. e o T. já nos conheceram na casa nova e fomos com eles jantar, literalmente, ao restaurante da porta ao lado. Comidinha "simples e tuga" como eles mesmo pediram, que passaram as últimas 2 semanas praticamente a comida de shóppes.
O restaurante é O Tacho, na Pontinha.
A nota é mediana, talvez porque estivéssemos com expectativas muito altas... Acabamos de nos mudar para a zona, e vendo o cardápio (e sendo fãs assumidos da Tasquinha D'u Mar, que fica a 15 minutos, e é do mesmo género)... estávamos ansiosos por experimentar.
Carne e peixe fresquinhos na montra, prontos para nos abrir o apetite.
As entradas estão no ponto, com o pãozinho torrado na grelha, na hora. O vinho verde à pressão é maravilhoso. (aaai que saudades do Norte!) Todas as doses são generosas. Diz, quem provou, que a alheira estava boa, bem grelhada e saborosa, muito acima de outros restaurantes. Mas foi no prato de peixe que começaram as desilusões... muito bem servido, no tacho, dá, à vontade para 4 pessoas. Mas o arroz, apesar de saboroso, vinha encruado, empapado e nada malandrinho. Em todo o arroz havia duas (UAU DUAS!) variedades de peixe, muitas gambas e coentros, mas nem um toque de pimento... por exemplo.
A sobremesa da casa é "simpática", adoça a boca, mas é bastante artificial - com chantilly de lata e pudim instantâneo....
Fico a pensar se tal aconteceu por termos sido os únicos clientes da noite... mas lá está, isso só deveria ter tornado os pratos mais cuidados.
O staff é simpático q.b e rápido.
Poderá tornar-se o nosso restaurante de "desenrasque", apenas pela proximidade.
O que interessou mais de tudo? Os meus brazucas jeitosos foram para casa bem jantados e satisfeitos. Contentes de "comer comida a sério". Hoje já me mandaram umas 4 mensagens a agradecer!
Amanhã (?) deve acabar o meu BB Cream da Yves Rocher - produto que tenho usado nos últimos dois anos e sou fã!
Especialmente, desde que voltei a trabalhar, é BB Cream todas as manhãs, para ter um ar apresentável...
Maaaas, no meu aniversário, a P., ofereceu-me um "kit do que todas as mulheres devem ter": com um CC Cream, um sabonete cremoso, um sérum para os olhos e um creme para as mãos - nada como ter amigas que sabem o que me faz falta, para me ajudarem a controlar o orçamento.
A ideia então é começar a usar o CC Cream.
Qual é o problema aqui?
Eu nem sei qual é a diferença do CC Cream! Ahahahah
Sinto-me uma crominha... estou a minutos de recorrer ao amigo Google.
Vá, digam-me lá vocês, qual é a diferença mesmo?
É desta que eu fico miraculosamente linda, mal saia da cama?
Ontem, uma conversa séria, que andava a "pedir" mas a fugir dela, ao mesmo tempo, há cerca de 2 anos... aconteceu.
Convidamos o outro membro masculino da banda do m-R para ir lá a casa, por alguns dos problemas causados, em pratos limpos. Já que no sábado vamos calhar de ir ao mesmo evento de Halloween.
O m-R expôs o seu lado, o P. respondeu, expôs o dele.
Eu guardei-me para último.
Bem senti o corpo tremer de ansiedade. Mas quando chegou a minha vez, falei.
Medi palavras, fui construindo o meu discurso para não cair nas minhas armadilhas negativas habituais. Não deixei de dizer nada do que tinha entalado na garganta, há anos, para dizer.
Confessei que ando em psicoterapia, em parte também devido a eles. à dinâmica destrutiva da banda, ao mal que me fizeram sentir, ao quanto me ostracizaram. E não escondi que muito do que disse foi, para mim, também, um exercício com as ferramentas que tenho tentado ganhar nas sessões.
Não me beatifiquei. Não ataquei a pessoa do outro lado. Pedi uma tábua rasa, com o mínimo de expetativas.
Quando o P. saiu lá de casa, ainda eu estava em awe de tudo o que fiz e disse. Do quanto me consegui trabalhar para lidar e sobreviver positivamente àquela conversa.
Daí sim, hoje, sinto-me uma criança feliz, como as que aprendem a usar o penico, porque sabem que atingiram uma tarefa ao nível "dos adultos".
E é isto que é viver com depressão e ansiedade. É conseguir ter e sobreviver a uma conversa com uma das pessoas que nos fez mal.