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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Estes são os meus pontos sobre saúde, culinária e lifestyle. Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final!

Sab | 19.10.13

Sinto o coração apertado

Ando a passear na blogosfera. Mas sempre no "lado de dentro do passeio", sem me aproximar de sítios perigosos, valetas, buracos ou auto-estradas ["passadas"].

Ando a passear na blogosfera, assim devagarinho, com boa-vontade, como quem passeia e sorrir a quem passa.

E pimbas! Vou parar a um sítio desconhecido. Com um bom ar. Simpático. Em que coitado do autor nunca me viu, mas sem saber, partilhou um texto, que me deixou o coração apertado, triste, assustado, com medo.

O auto vive com o coração à distância como eu, partilhou o texto na tentativa de mostrar o quanto sente todos os dias. Que o sentir não tem lugar, nem se mede aos palmos (de distância geográfica). Mas partilhou frases que me relembraram o quanto este namoro com o menino-Rapaz é diferente dos anteriores, o quanto construí com ele. O quanto temos agora, de verdadeiro, que antes nem víamos na ânsia de nos conhecermos e fazer coisas novas um com o outro.

Li o texto, reparei no que já não fazemos, reparei nas rotinas (boas?) que conseguimos implementar. Nos planos. Na vontade que cresce, na saudade que doi mais do que antes. E acabei a leitura a pensar: "não quero que acabe. Não estou preparada para que acabe. Não te quero perder. Não quero um dizer aquelas frases ou ouvir-te dizê-las. Não quero ficar sem ti."

Está tudo bem entre nós. Está mesmo. Falamos o dia todo, quando o dia nos permite. Brincamos e partilhamos coisas. Somos um casal.

Mal acabei de ler o texto, fugi dele, no final só lia de "raspão". Porque o medo veio ter comigo e sinto o coração apertado.