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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto... Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final. Parágrafo!

The roof, the roof, the roof is on fire!

Ora expliquem-me lá, que leizinha estranha do Universo, que ironia do Senhor Murphy é esta... que quando os dois colegas do departamento tiram férias, ao mesmo tempo, o raio da "Casa" resolve pegar fogo.

 

E pegar fogo géraú!

Ele é telefones que tocam, pessoal (com latas descomunais) a ligar-me para o meu nº pessoal, parceiros em pulgas quando andam, há semanas!, sem dizer nada; ele é contas sem plafond (e o meu trabalho fica por fazer porque não sou administradora e não tenho acesso ao pilim); ele é pessoas a ligar a pedir para corrigir material feito pela colega que já foi de fim-de-semana...

E campanhas de SMS, e e-mails, e anúncios para lançar, e documentos para inserir...

Tou aqui, oh, assim: (sozinha, até 2ª feira...)

 

Juntem a isto amanhã arrancar all by myself para o Porto, pela noite dentro... (já estou cansada, só de pensar)

 

Hoje estou sem inspiração para vos escrever... e fico mesmo lixada com isso!

 

Água mole em pedra dura...

Eu sei que tentei. Sei porque, há três meses que lutava contra a minha voz interior, na ânsia (cega), de chegar a algo lado.

Eu sei que mesmo não se vendo, abri o meu peito o melhor que pude, e desenhei confiança onde ela começava a rarear, tal era a minha esperança.

Mas não deu. Desencontramo-nos a muitos níveis, e desta vez, não tínhamos grande chão em comum.

9 meses depois, deixei a terapia.

Há meses que ando em luta, a agarrar-me à mais fina e pequena réstia de interesse e esforço da A. E a última sessão acabou numa nota que me mostrou isso: terapia não é o paciente sentir-se em esforço para ser "encontrado" pelo seu terapeuta. É um trabalho do terapeuta chegar ao paciente, é o SEU trabalho.

Que cada vez menos acontecia.

Tal como sentia (e pressentia) a A. e eu estamos em comprimentos de onda demasiado diferentes, quase opostos. Não sou "o paciente modelo da A.", nem ela os deveria ter, mas, em tantos meses foi o que passei a sentir, que ela tem "modelos de paciente" e eu não sendo um deles, comecei a ser deixada de lado.

E caraças, uma pessoa, quando está mal, precisa de ajuda e a procura, como eu, não é para PAGAR e sair de lá a sentir-se assim ou é?!

 

9 meses depois, saio, sem ter perdido tudo. Não estou, nem de longe, nem de perto, onde queria ou sonhava estar. Acho até que estou bem longe disso, mas cheguei a "algum lado" e o melhor é que consigo visualizar, perceber onde estou.

Esta experiência é oposto da experiência de há 5 anos, quando a A. me ajudou a reencontrar a vida. Mas lá está: as pessoas mudam e evoluem, e por vezes, as direções afastam-se, demasiado.

 

Estou triste, frustrada ressentida. Acima de tudo E apesar de tudo, desiludida, mas o passo tinha que ser dado.

Daqui para a frente? Não sei.

Sei que tenho o melhor companheiro do mundo, o MELHOR (que é meu amante e meu amigo). Que tenho amigos e ciclos de amizades. E que sobrevivo.

 

E estou aqui.

Do enquadramento

À minha volta grassam frases positivas, pessoas agradecidas, pessoas que encontraram uma nova força, motivação e frases chavão.

Por muitas, "amigas, conhecidas", fico feliz, sorrio, por finalmente os ver bem.

 

Em mim, cresce insatisfação.

Eu, a eterna instisfeita, que tem/cria expectativas tão altas, que as coisas acontecem e a frase interna é: "afinal é isto?".

Dou por mim a entrar no cíclo da insatisfação: a ficar frustradinha, irritadinha e fartinha, cá dentro. Tudo em inha porque supostamente, não tenho motivos para mais.

E neste meu ciclo, começo a levar as coisas a peito, a ver maldade e apontar de dedo. E penso: "eu devia era acomodar-me e jogar o jogo", mas não consigo. E pimbas! Vai-de começar a atirar a "rede ao peixe", a ver se algo melhora, mesmo tendo ganho medo a mudanças.

 

New age e frases chavão parecem-me ocas, desconfio de quem vive por elas (por muito que goste de quem vive por elas).

Realmente sou como me leram, há muitos anos:

És quem quer sempre mais e não o tem, e vais ter que te habituar e aceitar isso.

 

Trago muito dos últimos dias...

A viagem de trabalho correu bem.

Os dias foram cheios, mas deslizaram, passaram-se bem. Na dinãmica habitual de quem se "enfia", 9 a 12 horas, por dia, num evento.

O sol voltou, o calor voltou e, juntos, resultaram em 4 dos mais bonitos fins de dia/entardeceres que já vi.

 

Muito trabalho, dias de 10 horas.

Um hotel tão bom que vamos lá regressar, em lazer, em breve (muito breve!). Pequenos-almoços que aproveitei ao máximo e que fizeram o lugar do almoço TODOS os dias.

Muitas pessoas, muitos sorrisos, muita voz colocada. E o saber que auxiliei o meu local de trabalho, ainda mais do que imaginava, que me dessenrasquei sempre e que o mal-estar "adormeceu" nestes dias - nada como fugir à rotina, né?

E mais uma blogger/fã que me foi conhecer.

 

Eeeeeee...

Muitas, MUITAS melgas e bicharocos voadores, que gostam de calor!

Poucas horas de sono, o corpo cansado e uma crise alérgica causada pelas picadas.

 

Trago muito, muito destes últimos dias, mas perdoem-me... o que me salta à memória são as 24, VINTE E QUATRO picadas de melgas... às quais fiz alergia!

Descobri que sou um doce de menina e que as melgas têm uma preferência louca pelo lado direito do meu corpo - terei sido atacada por melgas de centro-direita? As Passos Coelhos e Portas da melgada?!

Tanto que estou a trabalhar de casa, acompanhada de anti-histamínicos e pomadinha calmante...

 

Agora, desculpem-me... vou só ali cosar a minha perna

Cá dentro.

Cá dentro, não me sinto bem.

Tenho feito o que posso, e o que consigo, para não deixar este mal estar crescer. Porque não quero pesar as pessoas, não vos quero pesar.

Até porque já dei conta que há quem se tenha afastado de visitar ou interagir.

E "vesti-me" de Primavera, e vou aproveitando certos temas, e conteúdos que me enviam, para não me "despir" tanto aqui.

Mas a verdade é que não estou bem.

 

Não sei se é da mudança de estação. Até porque de resto, nada de mais se alterou, à minha volta. Está tudo em velocidade de cruzeiro, como eu (tão bem?) pedi no início deste ano.

Mas eu não me sinto bem. Sinto-me triste, cansada, desanimada, em pequena revolta e ebulição, por dentro.

Tenho tido péssimos pensamentos, pensamentos negros, perigosos.

Que escondo, que abafo. Que camuflo, a ver se ninguém dá conta.

Apercebo-me que segui um caminho, "fiz e aconteci" e sinto-me vazia, perdida, a viver "porque tem que ser". No extremo, tenho momentos de sentir que muito do que vivo é quase uma mentira. Que me faço de planos que não vou realizar. Tremo de pensar que "vou ser descoberta". A cada plano que vejo realizado em outras pessoas, menos acredito que atinja os meus.

Respiro fundo, suspiro e sinto-me presa. Obrigada a.

E obrigo-me a funcionar.

As frases feitas, os pensamentos chavão já não fazem clique. Não há "nada" que me salve. Cada vez acredito menos que algo vá fazer plim! em mim. Não sei o que raio me vai salvar. Mas cada vez acredito menos que eu me vá conseguir salvar.

Penso pensamentos negros. Assusto-me ao ver onde cheguei. Mas ouço-os ressoar cá dentro. E tenho medo.

Eu, ganhei ainda mais medos. E mudar custa-me. Mudar é difícil. Mudar assusta-me.

 

Não estou bem. E tenho vergonha e sinto as barreiras levantarem-se, quando me apercebo do quão fundo este mal estar vai. Do que implica e "no que toca".

 

É Primavera lá fora. E eu só penso em hibernar. Em fechar-me na minha casa, debaixo do meu teto e deixar a vida passar.

Não estou bem e não consigo encontrar outra causa que não seja eu mesma.

E abano os ombros para não ter que lidar com isso.

 

Não fosse isto o meu blogue e pediria desculpa pelo desabafo. 

Mas, neste momento, é o único local onde tenho coragem de escrever alguma coisa, sobre mim, sequer.

Review - Memnoch, the Devil (Anne Rice)

Este ano, a "meta" é ler entre 13 e 15 livros. Para este número muito devo ao autocarro, que parte mesmo daqui da Avenida, e me dá 20 a 25 minutos de leitura, todos os dias (que o consigo apanhar).

Memnoch, o Demónio é o 5º volume da saga "As crónicas do Vampiro" de Anne Rice, uma saga de que gosto desde pequena, com personagens que sinto conhecer. Com este volume, chego quase a meio da viagem com este núcleo, muito mais humano do que os nomes das obras deixariam parecer.

Já o tinha comigo desde 2015, foi um presente dos golden 30's atrasado. Comprei o 6º volume, o ano passado na Feira do Livro, mas demorei 5 meses a ler este livro. E isso, já creio, diz muito.

Chego, assim, quase a meio desta saga.

Foi o 1º que li na língua nativa e foi o que mais me desiludiu. Quem diria que uma escrita frenética poderia ser aborrecida? Pois, que pode.

Anne Rice perpetua o "estilo" do volume anterior (O Ladrão de Corpos): história arrastada sem acréscimo de valor, até aos últimos 8 capítulos. Um final feito de capítulos corridos, de choque pelo choque, sem explicações, crescendo que fica no ar, sem ser um cliffhanger, levando mais à frustração do que a qualquer outro sentimento.
Lestat aparece mais "só", ainda mais humanizado do que no 4º volume, apenas para ser ainda mais a vítima. repete-se também o que me começa a parece um hábito: Lestat objetivizado para uso das mulheres, personagens, elas, também repetitivas: frágeis na sua força, dicotómicas, iludidas (por ele e por si mesmas), que no final do encantamento, "descartam" Lestat.

Continuarei a saga, porque gosto das personagens do núcleo, porque espero que regresse à força do 2º volume, porque o próximo parece sair um pouco do foco "apenas Lestat".
Mas o meu fogo por esta trama, e pior, por esta autora, que acarinho desde pequena, começa a diminuir. E isso, no mundo dos livros, é das maiores tristezas...

#coisasboasà6ªfeira?

Sempre me disseram:

Mulheres sofrem mais com mudanças de rotina e nervos e stress. Não te admires se isso mexer com o teu cíclo!

 

Ora, sendo um um piqueno relógio suiço, acredito nessa crença quando me dá jeito  nos outros dias, trato-a como sendo um "diz que disse".

 

Qual não é o meu espanto este mês, quando passo diretamente do "Não TM", para TDM, sem passar pela "casa de partida" e receber os 2000$ da TPM?

Quer dizer, este mês nem tive a TPM para me queixar de desejos e pancas e choraminguices. Ou melhor, com tanta viagem, nem as tive!!!

 

Ou pior!!!

Até tive, mas este mês mascararam-se de desejos por gelatina...

Mas vocês querem ver que até a minha TPM firou fit?!

Aaaai o raio, que isto assim não tem piadinha nenhuma!

 

O quê? Já é 2ª feira outra vez?

2ª feira.

1º dia de Primavera.

E eu sinto-me aquele gif do John Travolta a olhar para todo o lado, perdida e confusa LOL

Como assim, já é 2ª feira, 1º dia de Primavera?

Ainda ontem andávamos aqui todos a perguntar até quando era correto desejar Bom Ano, uns aos outros 

 

Estou particularmente "morta", neste início de semana.

Voltei de Mogadouro na 6ª, às 20h. No sábado trabalhei até às 18h. Ontem foi dia de lavar roupa, fazer almoço, voltar às refeições vegetariana (fiz um caril de lentilhas vermelhas e batata doce que está "de trás da orelha!"  querem receita?), dormir uma sesta e voltar às caminhadas, ao fim de três meses.

Estou aqui que não posso, de dores no corpo... que o caruncho é lixado.

6ª feira dei uma queda, na saída de campo... sacaninha do tronco da árvore. Queda espalhafatosa e eu a tentar agir toda cool... resultado: calças todas empoeiradas e eu a pensar "aaah safei-me!".

Qual quê?! Chego a casa e m-R diz-me (sem ponta de sexyness):

Ei lá! Que grande nódoa negra, bem preta tens tu, aí no rabo!

 

Sim, deste lado fala-vos uma m-M com uma enorme negra no rabiosque 

Que ontem se lembrou de ir caminhar. Logo, é dores por todo o lado: ela é costas, ela é rabo, ela é pernas...

Para a próxima? Lembrem-me que já não tenho 18 anos, sim? 

 

Boa semana péssuau! A ver se esta semana o blogue já volta a um ritmo mais normal 

Algo vai mal no reino da "Dinamarca"...

Devido a problemas de saúde (alergias e intolerâncias alimentares) fui obrigada (pelos médicos) a fazer uma dieta proibitiva, muito rigorosa, durante 3 anos da minha infância.

Durante 3 anos comi os mesmos 6 alimentos, cozinhados da mesma forma, nos mesmos pratos. Era-me permitida "uma asneira" por MÊS! E era certinho, direitinho, que no dia seguinte estava pior.

 

Não é de admirar que, por um lado, a minha estrutura corporal tenha ficado marcada por isso - tenho uma cara magrinha e esticada, por "natureza" e, até há 3 anos, ficava com um ar emaciado, mal perdia mais do que 3 kgs.

 

Entretanto, com a mudança para Lisboa e várias alterações de saúde, mais do que engordar (5 kgs), ganhei volume, xixa, gordurinha...

Pelos motivos das alergias e intolerâncias, comecei a re-educação alimentar de que, volta e meia, faço aqui no blogue. Tornamo-nos flexitarianos, lá em casa. Regressei ao yoga, começamos a fazer caminhadas... mas a verdade é que, ao contrário, de muitos testemunhos na net, não perdi kiiiiilos, ou volume.

Perdi e tenho lutado para manter, estes resultados. Pouco mais consegui do que isso, nos últimos tempos.

 

Quando, aos 13 anos, me deram carta para comer "normalmente", outra vez, prometi a mim mesma que não iria entrar em dietas malucas, proibições fundamentalistas e sofrimento por causa da comida. Sabe Deus o quanto enjoo só de pensar naqueles 6 alimentos que comi, "sem fim", todos os dias...

 

Mas a verdade é que, ontem, dei por mim num raciocínio muito perigoso: percebi que, nesta semana fora, me tenho limitado, controlado e pior, quase culpado, no que como.

Sopa a TODAS as refeições, salada em TODAS as refeições (e duas refeições foram mesmo apenas e só salada), carnes só grelhadas e no forno, peixe... e muito pensamento no processo de comer sobremesa (em refeições de trabalho, pelo menos com este grupo, faz muito MUITO parte do processo), ao ponto de, ontem ao almoço, me ter sentido culpada enquanto comia o raio da sobremesa...

 

O tempo, o meu corpo, a minha genética lembram-me que não vou emagrecer do dia para a noite, que não há milagres, mesmo havendo esforço. Mas nunca, nunca me imaginei culpada por comer um raio de um doce.

E (pensem o que quiserem desse lado, riam-se, gozem-me, insultem-me, fechem a janela...) estou preocupada com isto. Não me sinto bem, comigo mesma.

Como é que se nota que estou fora em trabalho?

Fácil, muito fácil: eu raramente tomo café (quem segue o blogue há algum tempo sabe, in fact, que tenho é uma enorme panca por chá...), até porque eu "uso" o café para potenciar a medicação quando tenho enxaquecas...

 

Ora, estou fora de "casa" há 48 horas (e ainda faltam mais 24 horas...) e hoje, só hoje, já emborquei DOIS cafés.

Um ao pequeno-almoço e um agora ao almoço (sim, agora, que nós fomos almoçar já passava das 14h). E só vos posso dizer, o último estava mau que doía. Amargo e torrado como só ele :blhérc:

 

Espero bem que o cafézinho me ajude a suportar as reuniões técnicas da parte da tarde, a net fraquinha, fraquinha aqui do sítio e as temperaturas bipolares de Mogadouro...

Que hoje é "o dia difícil" deste périplo e eu já morro de saudades de casa...

 

Mas, nem tudo é negativo:

  • descobri uma casinha de Turismo Rural para onde quero "arrastar" o m-R: a dona da casa tem tudo num primor, o pequeno-almoço é tão caseirinho que parece ter sido feito pela nossa avô e, no Verão, têm uma piscina inserida no meio da paisagem! <3
  • descobri que tenho uma "enorme" base de fãs em Mogadouro! Quem diria, hein? :D

 

[Aaaah! Já passaram no Faicibuqui? Há passatempo com mais 6 meninas, lá na página.]