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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto... Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final. Parágrafo!

Objetos de desejo - FÉRIAS!

Aaaah férias!

Já não conhecia este cheirinho, este ritmo, esta expectativa boa há demasiado tempo...

E, enquanto estou aqui, à espera que me façam baínhas em roupas para levar amanhã a passear... perco-me a sonhar tooooooda uma outra mala de férias.

Não sei se é de ter o Spa e a beira-mar à minha espera... ando com uma panca por este tipo de toalhas.

Gostam?

Poemas "do outro sítio" #9

Só o invólucro - 15.01.2009

O dia começou
Com um vinco bem marcado,
Entre o passado e o futuro
Entre o ficar e o partir.

Mas agora
Sei.
Que aqui não quero ficar.

Presa na inocência do passado?
Pistas ignoradas – sinto-as.
Correr para o futuro agreste?
Sou inércia, por isso não corro para lá.

Aceitei novos pensamentos – ou estavam apenas ocultos?
Vi mais claro na imensidão do escuro.
Do antes
Só o mais atento verá que igual,
Só o invólucro.

Sei.
Hoje, só hoje, sei.
Que este já não é o meu lugar.

 

Fui guardando este poema, para o partilhar quando me sentisse capaz.

Engraçado? É que me lembro tão bem do que me levou a escreve-lo e do que desencadeou, que acho que o "momento perfeito", já não existe...

Volto a partilha-lo, tanto tempo depois, "tantos séculos" meus depois, numa época em que me sinto no extremo oposto.

Neste momento, olho ao espelho, estes 8 anos quase (quaaaaaaaaaase) não existiram, e parece que só o meu invólucro mudou...

 

Receita - "Rancho" vegetariano

Ora, como já partilhei aqui no blogue, há uns bons anos, o m-R não é nada gourmet a comer.

In fact, "chocou-me", quando começamos a viver juntos, quando um dia me pediu para fazer "rancho", comida que eu associo aos sábados ao almoço, quando o meu pai chegava do trabalho.

Ou seja, o m-R adora estufados. Entretanto, habituou-se aos meus estufados, que em vez de tomate, têm uma colherinha de massa de pimentão, para dar cor e sabor, e fugir ao tomate, ao qual eu sou intolerante.

 

Na semana passada, pediu-me um estufado vegetariano, e eu, confesso, estava sem ideias. Não queria caril, nem açafrão. Maaaaas ando numa fase muito "alho francês + cogumelos + leguminosas = <3"

E plim! Toca de me lembrar de fazer rancho, mas sem carne. E, repente, sem saber, encontrei o nosso novo prato favorito - até porque aproveitei e repeti, com ingrediente diferentes, para dar a provar à Sogrinha durante o fim-de-semana prolongado.

 

Tudo o que precisam é:

  • meio alho francês (cortado em quartos)
  • 4 cogumelos frescos (laminados) OU 100 g de agriões frescos (cortados)
  • meio frasco de leguminosas (eu sou alérgica a leguminosas enlatadas, mas podem fazer com enlatados, claro!) - usei grão e feijão fradinho
  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho
  • 150 g de abobora em cubos OU 150 g de courgete em rodelas
  • 1 colher de sopa de massa de pimentão
  • 2 colheres de sopa de vinho branco
  • azeite OU manteiga, sal, pimenta, malagueta, pimentão doce (em pó) q.b
  • 4 punhados de uma massa à vossa escolha (eu escolhi cotovelos e espirais)
  • sumo de meio limão e 20 g amendoins picados

 

Refoguem em cru os legumes listados no azeite ou manteiga (a receita com manteiga fica mais cremosa), temperados, por 15 minutos em lume médio. acrescentem 150 ml de água quente, juntem a massa (esta quantidade dá para alimentar 4 a 5 pessoas), deixam cozinhar por mais 10 minutos.

No final, "para rematar" reguem com o sumo de meio limão e polvilhem com amendoins cortados.

Se a Sogrinha aprovou, podem confiar!

O mundo dos blogues

Adoro quando o mundo dos blogues anda em sintonia.

 

De há uma semana para cá, seja por cansaço, estar em baixo, pela perspetiva de férias ou pelo muito trabalho... o apetite para "estar" no blogue, mais do que "vir ao blogue" é pouca, muito pouca.

Ideias e parvoeiras para ir contando até tenho - e reviews para fazer: obriguem-me a fazer essas sff.!

Mas vontade estar, passar pelos blogues, comentar, dizer de minha justiça é pouca.

Tal como o foi há exatamente um ano atrás, por outros motivos.

 

E pensei que estava sozinha neste sentimento, mas vejo, por desabafos noutros blogues, que não é o caso.

Há uma onda de nhécas a afastar-nos daqui.

 

Será que é do sol? Dos feriados? Dos planos? Dos dias maiores?

Aqui entre nós, não sei.

Espero que seja mesmo só uma fase... e que a motivação e os testos disparados dos dedos voltem e em força!

 

(E em pesquisas apercebi-me que esta sensação pode decorrer do fast pace blogging e por isso, apareceu o movimento slow blogging, conhecem?)

A minha mente, em imagens:

Já tinha saudades de passar pelo meu feed pessoal do Facebook e sentir que ele me lê a mente.

Hoje em dia não é tão fácil, o pessoal já não é tão "pessoal", "em temas de interesse"...

 

Mas esta semana cruzei-me com estas duas imagens e senti-me revista. E sorri.

Ao menos, não estou sozinha...

(este excerto é de um livro que uma das minhas caloiras escreveu... Sinto-me velha e orgulhosa ao mesmo tempo 

Vivo muito isto, eu.

Vivo muito o blogue, a blogosfera.

E mostro pouco.

 

Tenho-me apercebido, pela terapia, que é verdade.

Dedicamos sempre uns 10 minutos a falar do blogue nas consultas, porque a A. já percebeu que é relevante para mim. Embora eu dê por mim, em plena consulta a minimizar, a exercer auto-censura - minimizando os sentimentos que obtenho aqui...

 

Quer dizer, no outro blogue conheci ex-namorados, amigos que viveram na minha casa de solteira, pessoas que conheceram a minha família...

Mas a ligação que sinto é com este.

Não me dou a conhecer (pessoalmente) assim a tantas pessoas, embora ambicione, muitas vezes, certos laços de amizade que vejo outros autores terem entre si - eu sei, isto é um bocadinho um contrassenso.

Fico feliz com um e-mail, um comentário, uma interação. Com aquela sensação de "el@s viram-me!" (Mas não, não recebo assim tantos)

Quando nos comentários digo que rio/choro - é a verdade, faço enormes figuras parvas, atrás do PC.

Sigo Vloggers para matar saudades de ouvir as vozes, os sotaques.

 

Apetece-me abraçar meio mundo que "sigo".

Mas quando se abre uma oportunidade... dá-se-me a vergonha. "Fujo". Tenho vergonha. Tenho "medo de exagerar". Acabo a parecer fria. Não consigo mostrar, só com os olhos, tudo o que sinto.

Tanto mais parece que não sinto nada demais e que só passo aqui porque sim.

Mas olhem que não...

 

Poemas do "outro sítio" #6

Hoje partilho convosco um a short story, não tanto um poema.

Tenho um lado mais esotérico, mais espiritual, que já não alimento tanto, mas à epoca, escrevi sobre algo que sempre mes fascinou: a leitura de mãos.

Espero que gostem:

The lines in your hand... - 01.07.2009

 

... tell me... - he said with a naughty smirk in his face; as her heart raced through the perspective and the sea of possibilities.

Well... now she knows (or so she thinks) what he meant.
Not once, but twice he had hold on her soft hand and caught glimpces of her future.

"You have a very complex Love Line. It amazes me.
You'll have to wait.
You'll be the first to separate.
You'll have to get used to wanting what is not at your range. You'll want but you won't have.
And you'll have to move on."

As time goes by she comes across what he foresaw. Somedays she smiles, others she looks around in awww; others yet she feels a little bit of rebellion.

She has lost, she has gainned. She has dreamed the dreams of lucky ones. She has smilled the brightest smiles and cryed the most bitter tears.
But in the end? She sticks around... good old romantic girl.