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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto... Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final. Parágrafo!

Moodboard #11

Uma 6ª feira com sabor a dia corrido...

E ainda se segue uma viagem até ao Porto, matar saudades do m-R, da minha casa de "solteira", um fim-de-semana cheio...

Confesso, cá dentro, estou uma mistura entre abraçar quem me faz falta e continuar, lá por casa, a dançar, como quando ninguém me vê.

 

Banda sonora:

E vocês?

Quais são os planos? Vão ficar tão estoirados quanto eu?

Passam por cá?

Agora que os "Poemas do outro sítio" estão a acabar - e nem eu me lembrava que tinha escrito tantos...

 

Lembrei-me de uma nova "rubrica"... a "Better than the original".

E o que seria esta novidade?

Ora, sendo que estou sozinha até 6ª (desta feita foi o m-R que foi para fora, em trabalho), ontem à noite, dei por mim a pensar, antes de adormecer (aquela hora super fértil em que temos ideias para todos os gostos!): então e aquelas covers de músicas que acabam por ficar melhores do que as originais?

E que, às vezes são tão boas, que o pessoal nem se lembra que existiam antes (basta dar uma passagem pelos comentários no Youtube...).

BTTO_banner_contosdameninamulher.JPG

(até criei uma imagem toda bonita...)

 

Até agora, já me lembrei de 4 situações - tendo em conta, claro, o meu gosto pessoal - e acho engraçado discuti-las por cá.

Maaaaaaaaaas o importante é perceber se também o acham e se passariam por cá?

 

A ideia é passar a publica-las à 5ª feira.

Agora vá, digam-me de vossa justiça!

Receita - Arroz trapalhão, sem carne

Em casa dos meus pais sempre existiu um prato daqueles bem simples e bem confort food e que, chegada a Lisboa descobri que era um dos favoritos do m-R, mas com outro nome...

O bem Português e póbri: arroz trapalhão aka arroz de restos.

 

Para quem não conhece, é um arroz, bem malandrinho, que se deve fazer com restos de outras refeições ou com o que tivermos no frigorífico, como forma de não desperdiçar comida... mas, eu ando mesmo muito virada para vegetais, só me apetecem vegetais (dou por mim a suspirar por cogumelos, mais especificamente...) e vai daí, olhei para o frigorífico e resolvi atirar-me a gaveta dos vegetais!

 

Ingredientes

  • 1/2 cebola grande
  • 1 cubo de gengibre fresco, picado
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher de sopa de massa de pimentão
  • sal, pimenta, vinho branco e limão q.b (para tempero)
  • 1/2 alho-francês (a parte branca), em cubos
  • 1/4 pimento vermelho
  • 4 cogumelos frescos, brancos - médios
  • 1/2 frasco de leguminosas ou 100 g de ervilhas
  • 6 "pernadas" de vagens/feijão verde, em cubos
  • 1 caneca de arroz (carolino dá um arroz malandrinho mais solto)

 

Preparação

Faz-se um refogado dos legumes entrando primeiro o alho francês e o pimento, por largarem mais sabor, seguidos dos cogumelos que vão largar água suficiente para cozer os vegetais sem ser preciso adicionar mais líquido, seguido das vagens.

Para o arroz costumo medir 1 caneca de água, para 3 e meia de água, para ficar com bastante "molhinho" - e só nos últimos 5 minutos de cozedura é que acrescento as ervilhas, para que estas não "passem" e fiquem moles demais...

 

Esta foi uma experiência nova, mas que já me estou a ver a repetir. O resultado é um arroz rico, cheio de ingredientes, em que não sentimos falta nenhuma da carne - e, para mim, seguiu a tradição: não deixei os legumes estragarem!

Conhecem este prato?

E que vos parece esta versão?

Moodboard #10

Banda sonora:

 

 

(amigo de todas as horas...)

 

 

Vamos a ver se este tempinho de caca melhora, que eu quero ir festejar muito amanhã!

E deitar este dia estranho para trás das costas...

 

E vocês? També vão viver o fim-de-semana *triple F* em grande?

 

Bom fim-de-semana péssuaú!

Poemas "do outro sítio" #11

Réstia de Luz - 09.04.2009

 

Quarto escuro,
Porta entreaberta.
Luz de presença.

Sucumbe aos pés dos teus monstros
Ilusão de confiança.
Dias, segundos,
O relógio não para.
Meses, horas,
Em que a mente cavalga.

Corcel agridoce,
Por lugares desconhecidos.
Pedaço falseado.

Desejo acordado
por mãos frias, mente usurpadora.
Invólucro com conteúdo,
Caminhas sentindo...

 

Um poema que representa a minha alma, a minha maneira de sentir e viver, a minha esperança que nunca morre. Por mais anos que passem, há uma essência que, quando se nota, não se deve negar...

E, aqui entre nós, este poema hoje, vai perfeito, "de mão dada" com o tempo que se faz lá fora.

Objetos de desejo - crazy cat lady edition

Maio para mim é mês de aniversários daqueles do "coração".

É a nossa Pandora, é a A. e a T. (no mesmo dia!), todas cat lovers...

 

Mas, nas pesquisas de presentes para elas, dei por mim a sonhar para mim - eu não tenho remédio!

collage-2017-05-09.jpg

 

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Se fosse para vocês? Qual escolhiam?

(Fosse eu rica... comprava todas as pecinhas e distribuia, feita mãe Natal-a! )

Poemas "do outro sítio" #10

Esta semana partilho algo mais na linha de uma short story, de quando o Inglês era a língua da minha alma e não tanto um idioma de trabalho...

Era e é um conto com muita auto-análise. São palavras que ainda me fazem acenar em concordância.

 

In the dark - 17.06.2009

 

She couldn't see past all the Darkness - wether in the room or inside her - that night.

Like a Summer fire (born slowly, from an intense heat wave) the mental riot started small, weak and escalated to the porpotion of a Sea of tears.
Like few times before, she found herself confronted with her doubts and fears without being able to stop. Stop questioning everything. As that overcomes the personal doubt. This encounter was made of dreams, feelings, words and memories, with the special twist of surprise.
So she lied there crying, with echos and threads (or are they threats?) of Past days as companions; in a room once full of Love and laughter she could only think of the black tick Darkness around her and the unexpected salty stream in her face.
And as the hours built on top of each other, one small, simple sentence - she almost couldn't recall anymore - stood:

"I'll be yours as long as you are mine."

And for the first time since those words came out from her fingertips, she understood that that was exactly what happened. It all started and ended as the whim it was, by the hands of its creator.
Then, slowly and painfully she was returned to her reality, accepting yet another piece of the (apparently) neverending jigsaw, gave into the bright blackness of the room and fell asleep.
 

 

Das férias...

Olhem... foram curtas! 

 

Por mim... continuava nesta "rotina boa": pôr a pé cedo, tomar pequenos-almoços completos, embonecar-me, passear muito, sentir o Sol na pele, fazer pequenas roadtrips todos os dias, ver muitos locais novos, andar de mãos dadas, sorrir muito, usar vestidos todos os dias, fazer uma hora de SPA e de piscina todos os dias, engolir muitos pirolitos, jogar mini-golfe, dar muitos abraços bons e ver pessoas de quem tinha saudades, fazer o meu afilhado muito feliz, ir ao cinema...

Tudo simples, "tudo fácil", tudo do bom e do melhor, tudo "tanto", que vivi semanas e meses em 4 singelos dias.

Estarreja faz o meu género, a Torreira continua uma zona simpática, a Costa Nova é LINDA! (Acho que nunca tirei tantas fotos à paisagem como nestes dias! Ainda por cima tivemos sorte: todos os dias foram dias de Sol e calor)

 

A minha alma voou, leve. Porque desliguei do mundo. Fiz questão disso.

Saí sozinha, cuidei da beleza, permiti-me pequenos "luxos" a mim mesma, nos primeiros dias, enquanto o m-R não entrou de férias também.

Fui também cuidar da saúde e finalmente tentar inscrever-me no centro de saúde na minha (nova) zona - não está fácil, vai para aqui uma epopeia, ui!

 

Mas, não me perguntem como... 4ª feira de manhã, mal entramos no carro para arrancar rumo aos nossos 4 dias de férias: carreguei no botão do off mental e vivi os dias ao máximo. As horas deram para tudo e, ao fim de meses, voltamos a ter aquelas manhãs maravilhosas (de filme!) em que acordamos descansados, retemperados e prontos para mais - do bom da vida!

 

Voltei a sorrir e a ver o m-R sorrir, como já não o fazíamos há tanto tempo...

 

Agora? É tempo de voltar à "realidade"... o dia já foi passado no escritório, a re-organizar o dia, as próximas semanas e os próximos passos que são para dar.

Mas caraças! Ao menos já tenho mais uns quantos momentos bons sobre os quais posso sonhar acordada!

Do dia em que o meu coração cresceu, do dia em que aumentou de tamanho

Sou Madrinha.
 
Sou Madrinha, "com letra grande", do meu Guica, faz hoje 12 anos.
Sou Madrinha de alma e coração. Acredito piamente que o meu afilhado me ensinou um tipo de Amor diferente, Maior. Sou mais com ele e por ele.
Sou Madrinha, babada.
 
Tive a honra e o prazer (mesmo nos dias chatos) de ver o meu afilhado crescer, em 1ª mão, comigo, nos primeiros quase 8 anos da vida dele.
 
Sou Madrinha desde o momento em que fui convidada, ainda o "meu bom" não era nascido.
Sou Madrinha das que presenteiam (quase por tudo e por nada), mas que também faz as "perguntas chatas", que chama à atenção. Ambiciono, sem pílulas douradas, ser a voz da razão da vida dele.
Sou Madrinha que o (tenta) trata(r) como um adulto, mas nem acredito que já se passaram 12 anos. E pisco os olhos duas vezes (quando ele não está a ver) quando o vejo da minha altura, quando ele sorri e fala das namoradinhas.
Não há sentimento de vitória do que ver o meu afilhado feliz e inspirado pelo meu companheiro. Tratando-se como família que são.
 
Sou Madrinha e já não sei não o ser. Não o sei. Não me lembro da minha vida antes do meu Guica.
Sou Madrinha pelo que a palavra significa: 2ª mãe/mãezinha. E levo esse papel muito a sério. Dou o meu corpo às balas, estou pronta para me responsabilizar por ele (conforme a "lei" pede). Estou pronta para moldar à minha vida à dele (como tantas vezes o fiz).
Ele chega a ser o meu 1º pensamento, a minha primeira preocupação.
É a minha alegria maior e a dor certeira no coração, conforme ele esteja feliz ou a passar dias mais tristonhos.
Não há nome que psique no telemóvel que me deixe mais feliz e mais preocupada, ao mesmo tempo.
 
Sou Madrinha. No dia em que ergui a vela e repeti as palavras pedidas pelo padre, fiz o meu juramento, pessoal, de alma, naquela manhã: não lhe falhar, percebe-lo com a força do Amor, ver quando mais ninguém vê.
 
Não sou Madrinha "beata", não sou Madrinha "de igreja".
Não me ofendeu que o meu afilhado não tenha querido seguir os ensinamentos da religião.
Não o obriguei ou tentei mudar.
Amar é amar como se é, respeitando as prioridades e as crenças. E eu, mesmo em momentos de medo, quando penso no futuro, acredito no meu miúdo.

Sou Madrinha e não passo a Páscoa com o meu afilhado, porque a vida nos tem a 300 kms um do outro.
Mas o dia do nascimento dele, com todas as memórias lindas associadas (e que faço por relembrar, sem falta), não falha.
 
Sou Madrinha e não preciso de uma data para o ser.
Sou Madrinha, graças ao meu afilhado.
 
Há 12 anos, por esta hora, num dia lindo, cheio de Sol e calor, o meu coração cresceu e aumentou de tamanho.
Saltou para fora de mim. Passei a ter dois corações, à solta, no Mundo.
Começou por ter 50 centímetros e 3,300 kgs. Hoje tem quase 1.50m, calça mais do que eu, é mais vaidoso do que eu e tem, sem dúvida, o sorriso mais bonito do mundo.

Parabéns meu amor - e que a vida te mantenha lindo, forte e feliz.

Post on the road

Isto de férias é bom demais, agora vamos a caminho do meu Porto, que amanhã o meu afilhado faz anos (12? JÁAAA?!) e eu quero já lá estar, bela e relaxada - sem correrias desnecessárias.

 

Agora, isto de eu não puder "guiar carros normais" faz com que me sinta a ser conduzida pelo Ambrósio e pimbas! Laurear a pevide na net

 

Estes dias com SPA, piscina e mar por perto. Dias amenos, horários relaxados e coisas que tal, pôs-me aqui a sonhar com óculos de Sol, algo que eu amo, como puderam ver aqui.

Eu bem suspiro por espelhados, mas depois nunca tenho coragem... em quais arriscavam? (Sonhar, quando se passeia na net, não custa nada )

 

Nota-se muito que tenho um fraquinho por óculos cat eye?