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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto... Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final. Parágrafo!

The roof, the roof, the roof is on fire!

Ora expliquem-me lá, que leizinha estranha do Universo, que ironia do Senhor Murphy é esta... que quando os dois colegas do departamento tiram férias, ao mesmo tempo, o raio da "Casa" resolve pegar fogo.

 

E pegar fogo géraú!

Ele é telefones que tocam, pessoal (com latas descomunais) a ligar-me para o meu nº pessoal, parceiros em pulgas quando andam, há semanas!, sem dizer nada; ele é contas sem plafond (e o meu trabalho fica por fazer porque não sou administradora e não tenho acesso ao pilim); ele é pessoas a ligar a pedir para corrigir material feito pela colega que já foi de fim-de-semana...

E campanhas de SMS, e e-mails, e anúncios para lançar, e documentos para inserir...

Tou aqui, oh, assim: (sozinha, até 2ª feira...)

 

Juntem a isto amanhã arrancar all by myself para o Porto, pela noite dentro... (já estou cansada, só de pensar)

 

Hoje estou sem inspiração para vos escrever... e fico mesmo lixada com isso!

 

Moodboard #10

Banda sonora:

 

 

(amigo de todas as horas...)

 

 

Vamos a ver se este tempinho de caca melhora, que eu quero ir festejar muito amanhã!

E deitar este dia estranho para trás das costas...

 

E vocês? També vão viver o fim-de-semana *triple F* em grande?

 

Bom fim-de-semana péssuaú!

#coisasboasà6ªfeira?

Não era minha intenção hoje vir cá desabafar... mas a vida acontece, não é?

Estou aqui, com aquele tremor interno da ansiedade, a olhar para as tarefas do trabalho, para os recados que tenho para cumprir na hora de almoço, a pensar ligar à T., mas sempre com um enorme medo de ser um inconveniente.

Estou aqui, com chatices laborais causadas por 3ºs, daquelas em que me apetece dar um dos meus famosos "raspanetes de gestora de equipas", mas o empata-f*das é só um dos maiorais da "cena" e o pessoal bufa, queixa-se, mas faz - eu incluída. A diferença é que eu procrastino prá cáraca!

 

Dou por mim, chegada a 6ª feira, chegada quase ao fim de maio, a uma semana de voltar ao Porto, sem perceber como aqui cheguei. Como assim já é quase junho?!

Tenho passado dias, semanas de confusão interna, qual reflexo das nuvens e da ventania lá fora. A diferença? Não me recrimino tanto por isso, não me culpabilizo, não me afogo ou afundo em mim, na negrura. Aceito, procuro a humanidade nestes dias. Começo a ver a "luz" de que todos temos dias destes. Todos temos que lidar com este tremor, qual moínha, qual zumbido, cá dentro.

Acabei de respirar fundo, de suspirar.

No cansaço, na confusão.

Mas disposta a organizar a cabeça, a relegar a ansiedade que quer tomar conta e avançar com o dia.

 

Esta 6ª feira é comum. Vulgar. "Especial" no inverno lá fora. Mas não a creio digna de história.

E, ao escrever, como que para me obrigar a focar, apercebi-me a #coisaboaà6ªfeira deste dia é que o meu eu de 15 anos, o que tinha ataques de ansiedade a cada grande prova que tinha que cumprir, havia de ficar parvo com o facto de que a ansiedade é passível de ser enfrentada, aceite e abraçada.

Poemas "do outro sítio" #11

Réstia de Luz - 09.04.2009

 

Quarto escuro,
Porta entreaberta.
Luz de presença.

Sucumbe aos pés dos teus monstros
Ilusão de confiança.
Dias, segundos,
O relógio não para.
Meses, horas,
Em que a mente cavalga.

Corcel agridoce,
Por lugares desconhecidos.
Pedaço falseado.

Desejo acordado
por mãos frias, mente usurpadora.
Invólucro com conteúdo,
Caminhas sentindo...

 

Um poema que representa a minha alma, a minha maneira de sentir e viver, a minha esperança que nunca morre. Por mais anos que passem, há uma essência que, quando se nota, não se deve negar...

E, aqui entre nós, este poema hoje, vai perfeito, "de mão dada" com o tempo que se faz lá fora.

Re-educação alimentar: a minha experiência

Agora que se aproxima o 1º aniversário das grandes mudanças alimentares, e de hábitos... partilho aqui convosco "os resultados" e a "minha verdade" - coloco entre aspas exatamente para destacar o lado pessoal e variável do que vou partilhar; um bocadinho para que tenham acesso a um post pessoal, mais do que a um post de dicas, evangelização, milagres ou "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço...

 

Passos dados:

  • quase 3 meses sem fumar
  • 2 a 3 refeições vegetarianas, por semana
  • apenas consumo carnes brancas
  • aumento do consumo de peixe de 20%
  • aumento do consumo legumes de 70%
  • aumento do consumo de frutas de 30%
  • decréscimo do consumo de laticínios de 40%
  • consumo apenas leites vegetais
  • 40 minutos a 3 horas de exercício por semana
  • 1 a 2 litros de água consumidos, por dia, desde março

 

Resultados?

» Facilidade em respirar, menor ocorrência de câimbras. Menos apetite.

» Dificuldades em dormir, mais dores de cabeça/enxaquecas. Mal-estar quando consumo carnes vermelhas. Dificuldades de digestão sempre que consumo algo "fora do habitual" (socialmente) que demoram cerca de 2 dias a regularizar.

» Pouca perda de volume e nula perda de peso.

 

Ou seja, não tenho a "sorte", o metabolismo, a genética... de estar a conseguir resultados fabulosos... mas noto sim o corpo a queixar-se sempre que abuso.

Tenho dias sim em que desmoralizo por não me sentir a melhorar, o pneuzinho continua aqui, e tem dias em que parece maior. Já nem me peso, que é para não ter vontade de procurar uma ponte, para dela me atirar...

Maaaaaas depois penso que as minhas análises estão melhores! Nada de colesterol mau, valores relacionados com anemias e relacionados bem saudáveis. Este verão vou reforçar as análises para afastarmos o monstro dos problemas de tiroide (que esses sim, são genéticos) e que, com a flutuação de peso, me começam a preocupar...

 

Próximos passos?

  1. Aumentar o consumo de água para os 1.5 litros, por dia - constantes
  2. Diminuir o consumo de açucares (em casa)
  3. Voltar às caminhadas e corridas semanais
  4. Retomar os 30 minutos (2x por semana) de elíptica.

Não tenho uma super história de sucesso e um killer body para vos mostrar (muito pelo contrário, que os 30s não me perdoam, de todo!), mas não quero esquecer estes números - que um dos meus problemas é não celebrar as minhas pequenas metas, e quero mudar isso!

 

O mito da ressaca

Há quem, para aí, diga que isto de ter ressaca pós-férias é uma invenção moderna.

Psicossomática.

 

Euzinha só vos digo: tenho uma dor de cabeça, moínha, a querer despontar, desde ontem à noite.

Ontem, dia em que regressei ao trabalho, depois de 10 dias de férias.

Há lá maior indicador de ressaca, do que uma bela dor de cabeça?

 

m-M, desde 1985 a transformar mito em realidade!

A depressão e a ansiedade estão na moda?

Agora multiplicam-se os artigos na internet e nas publicações femininas sobre depressão, crises de pânico, ataques de ansiedade, efeitos nefastos do stress...e como essas problemáticas mentais são doenças. Que devem ser assumidas, conversadas, tratadas. Que não são motivo de vergonha, mas sim de resiliência.

Não poderia concordar mais. Mas esta abordagem, este espaço mediático nas revistas it, nos websites cheios de tráfego, nos livros "bem"... parece "moda".

 

E digo isto "de barriga cheia". Porque sofro de distrubios nervosos desde os 9 anos. "Eu posso falar".

Com 31 anos conto 4 depressões nervosas, que eu saiba reconhecer.

Já fiz 3 anos de terapia.

Conheci os menadros dos ataques de pânico e ansiedade entre os 13 e os 17 anos. E ajudei um ex-namorado a ultrapassar/conviver com os dele.

 

Soa-me a moda. Mas fico feliz que ela exista.

Assim posso escrever sobre viver assim sabendo que não estou sozinha, posso escrever sabendo que não me vão virar as costas. Posso escrever sabendo que há quem acene do outro lado e respire fundo e ganhe um bocadinho de força para aguentar mais este dia.

Assim, quando há semana e meia fechei o capítulo de terapia que me acompanhou durante quase um ano, fechei-o com o apoio do m-R, que se sentou comigo a olhar para situação e me fortaleceu, mesmo quando eu sentia o ar a faltar nos pulmões e não percebia bem onde estava. Descobri que tenho amigos que não têm vergonha de me ajudar a lidar com isto. O telefone toca, recebo SMS's, recebo "pedidos" de força e foco em mim. Sem ponta de peninha ou de coitadinha, que é doente.

Tenho apoio porque a consciência, minha e dos outros, vai mudando. Mesmo que seja por causa de uma moda.

 

Água mole em pedra dura...

Eu sei que tentei. Sei porque, há três meses que lutava contra a minha voz interior, na ânsia (cega), de chegar a algo lado.

Eu sei que mesmo não se vendo, abri o meu peito o melhor que pude, e desenhei confiança onde ela começava a rarear, tal era a minha esperança.

Mas não deu. Desencontramo-nos a muitos níveis, e desta vez, não tínhamos grande chão em comum.

9 meses depois, deixei a terapia.

Há meses que ando em luta, a agarrar-me à mais fina e pequena réstia de interesse e esforço da A. E a última sessão acabou numa nota que me mostrou isso: terapia não é o paciente sentir-se em esforço para ser "encontrado" pelo seu terapeuta. É um trabalho do terapeuta chegar ao paciente, é o SEU trabalho.

Que cada vez menos acontecia.

Tal como sentia (e pressentia) a A. e eu estamos em comprimentos de onda demasiado diferentes, quase opostos. Não sou "o paciente modelo da A.", nem ela os deveria ter, mas, em tantos meses foi o que passei a sentir, que ela tem "modelos de paciente" e eu não sendo um deles, comecei a ser deixada de lado.

E caraças, uma pessoa, quando está mal, precisa de ajuda e a procura, como eu, não é para PAGAR e sair de lá a sentir-se assim ou é?!

 

9 meses depois, saio, sem ter perdido tudo. Não estou, nem de longe, nem de perto, onde queria ou sonhava estar. Acho até que estou bem longe disso, mas cheguei a "algum lado" e o melhor é que consigo visualizar, perceber onde estou.

Esta experiência é oposto da experiência de há 5 anos, quando a A. me ajudou a reencontrar a vida. Mas lá está: as pessoas mudam e evoluem, e por vezes, as direções afastam-se, demasiado.

 

Estou triste, frustrada ressentida. Acima de tudo E apesar de tudo, desiludida, mas o passo tinha que ser dado.

Daqui para a frente? Não sei.

Sei que tenho o melhor companheiro do mundo, o MELHOR (que é meu amante e meu amigo). Que tenho amigos e ciclos de amizades. E que sobrevivo.

 

E estou aqui.

Moodboard #FÉRIAS

Hoje, dia de aniversário do meu Avô-anjo (faria 87 anos, se ainda estivesse connosco...), hoje, que acabei de entrar de férias. Hoje, mesmo chateada com voltas da vida e atitudes pequeninas... hoje o foco é um e só um: férias.

 

 

Volto ao ritmo "normal" no dia 2 de maio... entretanto vou publicando umas coisitas até dizer ti jei a Lisboa, na 4ª feira

Bom fim-de-semana péssuaú!

Poemas "do outro sítio" #9

Só o invólucro - 15.01.2009

O dia começou
Com um vinco bem marcado,
Entre o passado e o futuro
Entre o ficar e o partir.

Mas agora
Sei.
Que aqui não quero ficar.

Presa na inocência do passado?
Pistas ignoradas – sinto-as.
Correr para o futuro agreste?
Sou inércia, por isso não corro para lá.

Aceitei novos pensamentos – ou estavam apenas ocultos?
Vi mais claro na imensidão do escuro.
Do antes
Só o mais atento verá que igual,
Só o invólucro.

Sei.
Hoje, só hoje, sei.
Que este já não é o meu lugar.

 

Fui guardando este poema, para o partilhar quando me sentisse capaz.

Engraçado? É que me lembro tão bem do que me levou a escreve-lo e do que desencadeou, que acho que o "momento perfeito", já não existe...

Volto a partilha-lo, tanto tempo depois, "tantos séculos" meus depois, numa época em que me sinto no extremo oposto.

Neste momento, olho ao espelho, estes 8 anos quase (quaaaaaaaaaase) não existiram, e parece que só o meu invólucro mudou...