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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto... Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final. Parágrafo!

Água mole em pedra dura...

Eu sei que tentei. Sei porque, há três meses que lutava contra a minha voz interior, na ânsia (cega), de chegar a algo lado.

Eu sei que mesmo não se vendo, abri o meu peito o melhor que pude, e desenhei confiança onde ela começava a rarear, tal era a minha esperança.

Mas não deu. Desencontramo-nos a muitos níveis, e desta vez, não tínhamos grande chão em comum.

9 meses depois, deixei a terapia.

Há meses que ando em luta, a agarrar-me à mais fina e pequena réstia de interesse e esforço da A. E a última sessão acabou numa nota que me mostrou isso: terapia não é o paciente sentir-se em esforço para ser "encontrado" pelo seu terapeuta. É um trabalho do terapeuta chegar ao paciente, é o SEU trabalho.

Que cada vez menos acontecia.

Tal como sentia (e pressentia) a A. e eu estamos em comprimentos de onda demasiado diferentes, quase opostos. Não sou "o paciente modelo da A.", nem ela os deveria ter, mas, em tantos meses foi o que passei a sentir, que ela tem "modelos de paciente" e eu não sendo um deles, comecei a ser deixada de lado.

E caraças, uma pessoa, quando está mal, precisa de ajuda e a procura, como eu, não é para PAGAR e sair de lá a sentir-se assim ou é?!

 

9 meses depois, saio, sem ter perdido tudo. Não estou, nem de longe, nem de perto, onde queria ou sonhava estar. Acho até que estou bem longe disso, mas cheguei a "algum lado" e o melhor é que consigo visualizar, perceber onde estou.

Esta experiência é oposto da experiência de há 5 anos, quando a A. me ajudou a reencontrar a vida. Mas lá está: as pessoas mudam e evoluem, e por vezes, as direções afastam-se, demasiado.

 

Estou triste, frustrada ressentida. Acima de tudo E apesar de tudo, desiludida, mas o passo tinha que ser dado.

Daqui para a frente? Não sei.

Sei que tenho o melhor companheiro do mundo, o MELHOR (que é meu amante e meu amigo). Que tenho amigos e ciclos de amizades. E que sobrevivo.

 

E estou aqui.

Moodboard #FÉRIAS

Hoje, dia de aniversário do meu Avô-anjo (faria 87 anos, se ainda estivesse connosco...), hoje, que acabei de entrar de férias. Hoje, mesmo chateada com voltas da vida e atitudes pequeninas... hoje o foco é um e só um: férias.

 

 

Volto ao ritmo "normal" no dia 2 de maio... entretanto vou publicando umas coisitas até dizer ti jei a Lisboa, na 4ª feira

Bom fim-de-semana péssuaú!

Poemas "do outro sítio" #9

Só o invólucro - 15.01.2009

O dia começou
Com um vinco bem marcado,
Entre o passado e o futuro
Entre o ficar e o partir.

Mas agora
Sei.
Que aqui não quero ficar.

Presa na inocência do passado?
Pistas ignoradas – sinto-as.
Correr para o futuro agreste?
Sou inércia, por isso não corro para lá.

Aceitei novos pensamentos – ou estavam apenas ocultos?
Vi mais claro na imensidão do escuro.
Do antes
Só o mais atento verá que igual,
Só o invólucro.

Sei.
Hoje, só hoje, sei.
Que este já não é o meu lugar.

 

Fui guardando este poema, para o partilhar quando me sentisse capaz.

Engraçado? É que me lembro tão bem do que me levou a escreve-lo e do que desencadeou, que acho que o "momento perfeito", já não existe...

Volto a partilha-lo, tanto tempo depois, "tantos séculos" meus depois, numa época em que me sinto no extremo oposto.

Neste momento, olho ao espelho, estes 8 anos quase (quaaaaaaaaaase) não existiram, e parece que só o meu invólucro mudou...

 

É só a mim que me está a custar horrores?

Cada dia a menos na "contagem" para as férias, me custa mais estar focada no trabalho

Acho que é de ter o SPA e a piscina a chamar por mim. Acho que é de saber que vou para o Norte. Acho que é de ir passar 3 dias a um hotel daqueles assim "de trás da orelha", como nunca fui.

Isso e os meses de 2017 estarem a ser "a matar" e ainda andar a lidar com alterações e tentações a nível profissional...

(também não é a este nível... tenham calma, que nós AINDA não ganhamos o A€uriomilhões )

 

Digam-me que não é só a mim que custa horrores trabalhar, antes das férias...

Mas caraças! Um ano e um mês depois das últimas... já merecemos, não?

O mundo dos blogues

Adoro quando o mundo dos blogues anda em sintonia.

 

De há uma semana para cá, seja por cansaço, estar em baixo, pela perspetiva de férias ou pelo muito trabalho... o apetite para "estar" no blogue, mais do que "vir ao blogue" é pouca, muito pouca.

Ideias e parvoeiras para ir contando até tenho - e reviews para fazer: obriguem-me a fazer essas sff.!

Mas vontade estar, passar pelos blogues, comentar, dizer de minha justiça é pouca.

Tal como o foi há exatamente um ano atrás, por outros motivos.

 

E pensei que estava sozinha neste sentimento, mas vejo, por desabafos noutros blogues, que não é o caso.

Há uma onda de nhécas a afastar-nos daqui.

 

Será que é do sol? Dos feriados? Dos planos? Dos dias maiores?

Aqui entre nós, não sei.

Espero que seja mesmo só uma fase... e que a motivação e os testos disparados dos dedos voltem e em força!

 

(E em pesquisas apercebi-me que esta sensação pode decorrer do fast pace blogging e por isso, apareceu o movimento slow blogging, conhecem?)

m-M, a info-excluída!

Vá, digam-me lá:

Que raio tenho eu que fazer para ser brindada com aquelas memórias, as que tooooooooda a gente partilha, no Facebook?

 

Em tanto tempo que vejo isso por todo o lado nas nossas feeds, só me apareceu 2 vezes... e olhem que eu até costumava partilhar muita coisinha gira no meu perfil pessoal!...

 

Sinto que o Faicibuqui me ignora, me exclui...

(sexy! - especialmente os bailarinhos! uuuuh!)

Do enquadramento

À minha volta grassam frases positivas, pessoas agradecidas, pessoas que encontraram uma nova força, motivação e frases chavão.

Por muitas, "amigas, conhecidas", fico feliz, sorrio, por finalmente os ver bem.

 

Em mim, cresce insatisfação.

Eu, a eterna instisfeita, que tem/cria expectativas tão altas, que as coisas acontecem e a frase interna é: "afinal é isto?".

Dou por mim a entrar no cíclo da insatisfação: a ficar frustradinha, irritadinha e fartinha, cá dentro. Tudo em inha porque supostamente, não tenho motivos para mais.

E neste meu ciclo, começo a levar as coisas a peito, a ver maldade e apontar de dedo. E penso: "eu devia era acomodar-me e jogar o jogo", mas não consigo. E pimbas! Vai-de começar a atirar a "rede ao peixe", a ver se algo melhora, mesmo tendo ganho medo a mudanças.

 

New age e frases chavão parecem-me ocas, desconfio de quem vive por elas (por muito que goste de quem vive por elas).

Realmente sou como me leram, há muitos anos:

És quem quer sempre mais e não o tem, e vais ter que te habituar e aceitar isso.

 

Cá dentro.

Cá dentro, não me sinto bem.

Tenho feito o que posso, e o que consigo, para não deixar este mal estar crescer. Porque não quero pesar as pessoas, não vos quero pesar.

Até porque já dei conta que há quem se tenha afastado de visitar ou interagir.

E "vesti-me" de Primavera, e vou aproveitando certos temas, e conteúdos que me enviam, para não me "despir" tanto aqui.

Mas a verdade é que não estou bem.

 

Não sei se é da mudança de estação. Até porque de resto, nada de mais se alterou, à minha volta. Está tudo em velocidade de cruzeiro, como eu (tão bem?) pedi no início deste ano.

Mas eu não me sinto bem. Sinto-me triste, cansada, desanimada, em pequena revolta e ebulição, por dentro.

Tenho tido péssimos pensamentos, pensamentos negros, perigosos.

Que escondo, que abafo. Que camuflo, a ver se ninguém dá conta.

Apercebo-me que segui um caminho, "fiz e aconteci" e sinto-me vazia, perdida, a viver "porque tem que ser". No extremo, tenho momentos de sentir que muito do que vivo é quase uma mentira. Que me faço de planos que não vou realizar. Tremo de pensar que "vou ser descoberta". A cada plano que vejo realizado em outras pessoas, menos acredito que atinja os meus.

Respiro fundo, suspiro e sinto-me presa. Obrigada a.

E obrigo-me a funcionar.

As frases feitas, os pensamentos chavão já não fazem clique. Não há "nada" que me salve. Cada vez acredito menos que algo vá fazer plim! em mim. Não sei o que raio me vai salvar. Mas cada vez acredito menos que eu me vá conseguir salvar.

Penso pensamentos negros. Assusto-me ao ver onde cheguei. Mas ouço-os ressoar cá dentro. E tenho medo.

Eu, ganhei ainda mais medos. E mudar custa-me. Mudar é difícil. Mudar assusta-me.

 

Não estou bem. E tenho vergonha e sinto as barreiras levantarem-se, quando me apercebo do quão fundo este mal estar vai. Do que implica e "no que toca".

 

É Primavera lá fora. E eu só penso em hibernar. Em fechar-me na minha casa, debaixo do meu teto e deixar a vida passar.

Não estou bem e não consigo encontrar outra causa que não seja eu mesma.

E abano os ombros para não ter que lidar com isso.

 

Não fosse isto o meu blogue e pediria desculpa pelo desabafo. 

Mas, neste momento, é o único local onde tenho coragem de escrever alguma coisa, sobre mim, sequer.

Vivo muito isto, eu.

Vivo muito o blogue, a blogosfera.

E mostro pouco.

 

Tenho-me apercebido, pela terapia, que é verdade.

Dedicamos sempre uns 10 minutos a falar do blogue nas consultas, porque a A. já percebeu que é relevante para mim. Embora eu dê por mim, em plena consulta a minimizar, a exercer auto-censura - minimizando os sentimentos que obtenho aqui...

 

Quer dizer, no outro blogue conheci ex-namorados, amigos que viveram na minha casa de solteira, pessoas que conheceram a minha família...

Mas a ligação que sinto é com este.

Não me dou a conhecer (pessoalmente) assim a tantas pessoas, embora ambicione, muitas vezes, certos laços de amizade que vejo outros autores terem entre si - eu sei, isto é um bocadinho um contrassenso.

Fico feliz com um e-mail, um comentário, uma interação. Com aquela sensação de "el@s viram-me!" (Mas não, não recebo assim tantos)

Quando nos comentários digo que rio/choro - é a verdade, faço enormes figuras parvas, atrás do PC.

Sigo Vloggers para matar saudades de ouvir as vozes, os sotaques.

 

Apetece-me abraçar meio mundo que "sigo".

Mas quando se abre uma oportunidade... dá-se-me a vergonha. "Fujo". Tenho vergonha. Tenho "medo de exagerar". Acabo a parecer fria. Não consigo mostrar, só com os olhos, tudo o que sinto.

Tanto mais parece que não sinto nada demais e que só passo aqui porque sim.

Mas olhem que não...