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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto... Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final. Parágrafo!

Review | Óleo Reafirmante Cien (Summer Edition)

Durante as férias em Estarreja (voltem férias, estão perdoadas!), cruzei-me com o melhor Lidl que já vi!

Mau para a carteira, mas muito simpático para com os nossos gostos!

Ela foi uma escova elétrica nova, ela foi um cesto novo para a roupa... o m-R atirou-se a uma nova cerveja para experimentar e eu trouxe comigo o óleo reafirmante corporal da linha limitada de Verão 2017.

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(já viram que giro é o meu bikini? E assenta que é um mimo! Agora é tudo a rezar por bom tempo para daqui a duas semaninhas, que eu quero ir estrea-lo!)

 

É um óleo leve (não pesa na pele), que pode ser usado em pele seca ou húmida (eu recorro a esta 2ª opção, para hidratar a pele a fundo, deixo atuar e depois seco a pele com a toalha e acreditem, não engorduro a roupa). Tem um perfume muito fresco mas nada enjoativo ou que "agarra" à pele, a limão.

Já vou na 5ª utilização, e a pequena embalagem (150ml) vai agora a chegar a meio, ou seja, é mesmo uma boa edição limitada, pois o tamanho garante que a utilização é bem delimitada no tempo.

Noto a pele muito hidratada, mais suave e o perfume faz, sem dúvida lembrar os fins de dia de verão. Contudo, não posso dizer que note muitos resultados quanto à promessa de reafirmar a pele...

 

Pelo preço (€1.49), considero que também não se devem esperar milagres, ? Recomendo para quem tem pele seca e para quem não gosta de perfumes demasiado doces na pele - nesses pontos, este óleo é o "pré-verão" perfeito.

 

o bikini, ainda não foi "a banhos", mas estou a contar os dias - e sim, segura o penuzinho!

Youzz | Experiência Becel

Então?

Já andam a espreitar a "Odisseia Becel Pro-activ" no Facebook e no Instagram?

 

Assumo, primeiro estranhei ter sido escolhida para uma campanha de um produto para controlo do colesterol, mas depois lembrei-me: se os meus níveis estão melhores e se ando a cortar no consumo de laticínios, porque não experimentar, como deve ser?

 

A verdade é que estou positivamente surpreendida, encontrei mais um substituto dos dairys e tudo em nome do: "o que está bom é para manter e melhorar"!

 

Lá está... isto são os 30's a instalarem-se em grande, certo?

Receita - Arroz trapalhão, sem carne

Em casa dos meus pais sempre existiu um prato daqueles bem simples e bem confort food e que, chegada a Lisboa descobri que era um dos favoritos do m-R, mas com outro nome...

O bem Português e póbri: arroz trapalhão aka arroz de restos.

 

Para quem não conhece, é um arroz, bem malandrinho, que se deve fazer com restos de outras refeições ou com o que tivermos no frigorífico, como forma de não desperdiçar comida... mas, eu ando mesmo muito virada para vegetais, só me apetecem vegetais (dou por mim a suspirar por cogumelos, mais especificamente...) e vai daí, olhei para o frigorífico e resolvi atirar-me a gaveta dos vegetais!

 

Ingredientes

  • 1/2 cebola grande
  • 1 cubo de gengibre fresco, picado
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher de sopa de massa de pimentão
  • sal, pimenta, vinho branco e limão q.b (para tempero)
  • 1/2 alho-francês (a parte branca), em cubos
  • 1/4 pimento vermelho
  • 4 cogumelos frescos, brancos - médios
  • 1/2 frasco de leguminosas ou 100 g de ervilhas
  • 6 "pernadas" de vagens/feijão verde, em cubos
  • 1 caneca de arroz (carolino dá um arroz malandrinho mais solto)

 

Preparação

Faz-se um refogado dos legumes entrando primeiro o alho francês e o pimento, por largarem mais sabor, seguidos dos cogumelos que vão largar água suficiente para cozer os vegetais sem ser preciso adicionar mais líquido, seguido das vagens.

Para o arroz costumo medir 1 caneca de água, para 3 e meia de água, para ficar com bastante "molhinho" - e só nos últimos 5 minutos de cozedura é que acrescento as ervilhas, para que estas não "passem" e fiquem moles demais...

 

Esta foi uma experiência nova, mas que já me estou a ver a repetir. O resultado é um arroz rico, cheio de ingredientes, em que não sentimos falta nenhuma da carne - e, para mim, seguiu a tradição: não deixei os legumes estragarem!

Conhecem este prato?

E que vos parece esta versão?

Do fim-de-semana?!

 

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Isto!

Depois do auxílio ao m-R, jogo com a J.B (e a G. e o seu novo "namorado"), Marquês todos juntos (que esteve bem mortiço, mas até encontrei lá um fã...), cachecol novo para a "coleção" e ceia em casa, com direito a champagne!

 

E ronha, e presentinhos para amigas e surpresas boas, de coração.

 

Hoje?

Sono, muito. E vontade zero de me mexer.

Mas, dado que é 2ª feira, posso, não posso?

Abril - Produtos acabados

Aaaah pois é... há já algum tempo que não escrevia um post destes... porquê? Porque não sou uma blogger féxon e não estou sempre a abrir produtos desnecessariamente

Abril foi um mês pautado pelas férias, que têm a sua necessaire específica, logo, poucos produtos viram o seu fim, e aos que aconteceu, são produtos do dia-a-dia...

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Máscara Intensa L'Oreal - Ora está é a máscara que vem com a coloração e, usando 1x por semana, durou-me as 7 semanas que demorei a voltar a pintar o cabelo. É espessa, é de reconstrução, tem um cheirinho suave e faz o seu trabalho: deixa o cabelo sedoso. Para pessoas com o cabelo fininho como eu, não recomendo usar mais do que 1x por semana, pois é um pouco pesada para o cabelo e deixa-o pingão demais.

Nota: 6/10

 

Shampoo Revitay Jaborandi - falei sobre o 1º mês de utilização dele aqui. No total durou 4 meses, no último mês senti o cabelo a criar habituação, mas a verdade é que auxiliou a controlar a queda e fez o cabelo crescer imeeeeeenso. Recomendo - e aqui está sempre a preços mais baixos - mas tenham cuidado com o vosso histórico de habituação capilar ou nem conseguirão acabar a embalagem...

Nota: 5.5/10

 

Exfoliante Nutri-effects Avon - comprei-o há uns 6/7 meses à Tânia e foi o meu exfoliante habitual todo este tempo. Segui as recomendações das grandes marcas de beleza e apostei numa exfoliação semanal e este menino fez o seu trabalho: a pele fica suave, macia e limpa. Com sensação de frescura, sem repuxar ou magoar. E o preço também é muito simpático (~€4). Agora encontro-me no mercado à procura de um substituto, apenas para não criar habituação na pele.

Nota: 8/10

 

Conhecem?

Usam ou já usam algum deles? Como foi a vossa experiência?

Re-educação alimentar: a minha experiência

Agora que se aproxima o 1º aniversário das grandes mudanças alimentares, e de hábitos... partilho aqui convosco "os resultados" e a "minha verdade" - coloco entre aspas exatamente para destacar o lado pessoal e variável do que vou partilhar; um bocadinho para que tenham acesso a um post pessoal, mais do que a um post de dicas, evangelização, milagres ou "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço...

 

Passos dados:

  • quase 3 meses sem fumar
  • 2 a 3 refeições vegetarianas, por semana
  • apenas consumo carnes brancas
  • aumento do consumo de peixe de 20%
  • aumento do consumo legumes de 70%
  • aumento do consumo de frutas de 30%
  • decréscimo do consumo de laticínios de 40%
  • consumo apenas leites vegetais
  • 40 minutos a 3 horas de exercício por semana
  • 1 a 2 litros de água consumidos, por dia, desde março

 

Resultados?

» Facilidade em respirar, menor ocorrência de câimbras. Menos apetite.

» Dificuldades em dormir, mais dores de cabeça/enxaquecas. Mal-estar quando consumo carnes vermelhas. Dificuldades de digestão sempre que consumo algo "fora do habitual" (socialmente) que demoram cerca de 2 dias a regularizar.

» Pouca perda de volume e nula perda de peso.

 

Ou seja, não tenho a "sorte", o metabolismo, a genética... de estar a conseguir resultados fabulosos... mas noto sim o corpo a queixar-se sempre que abuso.

Tenho dias sim em que desmoralizo por não me sentir a melhorar, o pneuzinho continua aqui, e tem dias em que parece maior. Já nem me peso, que é para não ter vontade de procurar uma ponte, para dela me atirar...

Maaaaaas depois penso que as minhas análises estão melhores! Nada de colesterol mau, valores relacionados com anemias e relacionados bem saudáveis. Este verão vou reforçar as análises para afastarmos o monstro dos problemas de tiroide (que esses sim, são genéticos) e que, com a flutuação de peso, me começam a preocupar...

 

Próximos passos?

  1. Aumentar o consumo de água para os 1.5 litros, por dia - constantes
  2. Diminuir o consumo de açucares (em casa)
  3. Voltar às caminhadas e corridas semanais
  4. Retomar os 30 minutos (2x por semana) de elíptica.

Não tenho uma super história de sucesso e um killer body para vos mostrar (muito pelo contrário, que os 30s não me perdoam, de todo!), mas não quero esquecer estes números - que um dos meus problemas é não celebrar as minhas pequenas metas, e quero mudar isso!

 

Dia da mãe é sempre que um filho quiser

Este ano não pude estar com a minha mãe no "dia dela".

Não houve almoço, nem prendinhas trocadas, nem ida à Festa da Lapa (que é uma tradição nossa).

Esta semana.

 

Fizemos tudo isso (menos a ida à Lapa), na semana passada, quando estive no Porto. Porque mãe que é mãe, é-o todos os dias, a partir do momento em que nos sabe na sua vida. Os festejos e as prendas são só motivos para as mimarmos mais um bocadinho.

Ontem, ontem passei o dia com as mulheres da vida do m-R, com a Sogrinha, que há quem diga que pareça minha mãe. Fui eu que comprei o miminho, porque o Sr. m-R é uma cabeça no ar - e sim, na loja disse que o presente era para a minha mãe. Porque mesmo que a Sogrinha não o seja, é o mais semelhante que tenho por perto. (E não, este não foi um momento de graxa!)

 

Fizemos uma caminhada em família, a aproveitar o Sol.

Vimos famílias na rua, ouvimos a música no ar, acompanhadas pelo rio.

Ontem, mesmo sendo domingo, e tendo os Monday blues a espreitar, o jantar foi leve, o meu Benfica ganhou, comi cerejas e ri até chorar, com o m-R no sofá, ao ponto de nos deitarmos com a barriga a doer e a sensação de que não era nada, nada Domingo.

 

Tudo porque vivi o dia com a sensação de "a alegria vem de alegrar os outros".

E vocês? Como passaram o fim-de-semana?

Receita - Mandioca no forno

Há umas boas semanas cruzei-me com um artigo ou uma receita na net, que proponha mandioca como acompanhamento de refeições, até porque tem alguns benefícios.

Não a farinha, "à brasileira" como a conhecemos, mas sim a raiz, cozinhada como familiar da batata.

A minha sorte de morar no meio das comunidades africanas e brasileiras da zona é ter mercearias locais muuuuuuuuuuito bem apetrechadas, com legumes e frutos (maioritariamente biológicos) daqueles que nos hipermercados custam os olhos da cara, porque são "exóticos"; mas a preços acessíveis.

E foi assim que encontrei mandioca fresca!

Escusado será dizer que arrisquei, até para ir variando da batata doce...

 

Esta semana comecei por arriscar, da forma mais fácil:

Mandioca temperada no forno.

Descasquei completamente, cortei em cubinhos, temperei de sal, pimenta, pimentão, azeite e limão e levei ao forno, num pirex, durante 40 minutos.

O resultado é bom, diferente, em termos de textura, mas muito bom!

Ao espetar o garfo, fica semelhante a batata mal cozinhada, ainda encruada, mas na verdade não o está! Fica bem suave, tem um toque meio ácido e adocicado (sem exageros!) e é bastante saciante e rico.

 

Confesso que estávamos borradinhos de medo desta experiência... mas correu bem e ganhamos mais uma opção para variar os acompanhamentos!

 

A depressão e a ansiedade estão na moda?

Agora multiplicam-se os artigos na internet e nas publicações femininas sobre depressão, crises de pânico, ataques de ansiedade, efeitos nefastos do stress...e como essas problemáticas mentais são doenças. Que devem ser assumidas, conversadas, tratadas. Que não são motivo de vergonha, mas sim de resiliência.

Não poderia concordar mais. Mas esta abordagem, este espaço mediático nas revistas it, nos websites cheios de tráfego, nos livros "bem"... parece "moda".

 

E digo isto "de barriga cheia". Porque sofro de distrubios nervosos desde os 9 anos. "Eu posso falar".

Com 31 anos conto 4 depressões nervosas, que eu saiba reconhecer.

Já fiz 3 anos de terapia.

Conheci os menadros dos ataques de pânico e ansiedade entre os 13 e os 17 anos. E ajudei um ex-namorado a ultrapassar/conviver com os dele.

 

Soa-me a moda. Mas fico feliz que ela exista.

Assim posso escrever sobre viver assim sabendo que não estou sozinha, posso escrever sabendo que não me vão virar as costas. Posso escrever sabendo que há quem acene do outro lado e respire fundo e ganhe um bocadinho de força para aguentar mais este dia.

Assim, quando há semana e meia fechei o capítulo de terapia que me acompanhou durante quase um ano, fechei-o com o apoio do m-R, que se sentou comigo a olhar para situação e me fortaleceu, mesmo quando eu sentia o ar a faltar nos pulmões e não percebia bem onde estava. Descobri que tenho amigos que não têm vergonha de me ajudar a lidar com isto. O telefone toca, recebo SMS's, recebo "pedidos" de força e foco em mim. Sem ponta de peninha ou de coitadinha, que é doente.

Tenho apoio porque a consciência, minha e dos outros, vai mudando. Mesmo que seja por causa de uma moda.

 

Água mole em pedra dura...

Eu sei que tentei. Sei porque, há três meses que lutava contra a minha voz interior, na ânsia (cega), de chegar a algo lado.

Eu sei que mesmo não se vendo, abri o meu peito o melhor que pude, e desenhei confiança onde ela começava a rarear, tal era a minha esperança.

Mas não deu. Desencontramo-nos a muitos níveis, e desta vez, não tínhamos grande chão em comum.

9 meses depois, deixei a terapia.

Há meses que ando em luta, a agarrar-me à mais fina e pequena réstia de interesse e esforço da A. E a última sessão acabou numa nota que me mostrou isso: terapia não é o paciente sentir-se em esforço para ser "encontrado" pelo seu terapeuta. É um trabalho do terapeuta chegar ao paciente, é o SEU trabalho.

Que cada vez menos acontecia.

Tal como sentia (e pressentia) a A. e eu estamos em comprimentos de onda demasiado diferentes, quase opostos. Não sou "o paciente modelo da A.", nem ela os deveria ter, mas, em tantos meses foi o que passei a sentir, que ela tem "modelos de paciente" e eu não sendo um deles, comecei a ser deixada de lado.

E caraças, uma pessoa, quando está mal, precisa de ajuda e a procura, como eu, não é para PAGAR e sair de lá a sentir-se assim ou é?!

 

9 meses depois, saio, sem ter perdido tudo. Não estou, nem de longe, nem de perto, onde queria ou sonhava estar. Acho até que estou bem longe disso, mas cheguei a "algum lado" e o melhor é que consigo visualizar, perceber onde estou.

Esta experiência é oposto da experiência de há 5 anos, quando a A. me ajudou a reencontrar a vida. Mas lá está: as pessoas mudam e evoluem, e por vezes, as direções afastam-se, demasiado.

 

Estou triste, frustrada ressentida. Acima de tudo E apesar de tudo, desiludida, mas o passo tinha que ser dado.

Daqui para a frente? Não sei.

Sei que tenho o melhor companheiro do mundo, o MELHOR (que é meu amante e meu amigo). Que tenho amigos e ciclos de amizades. E que sobrevivo.

 

E estou aqui.