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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto... Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final. Parágrafo!

Moodboard #10

Banda sonora:

 

 

(amigo de todas as horas...)

 

 

Vamos a ver se este tempinho de caca melhora, que eu quero ir festejar muito amanhã!

E deitar este dia estranho para trás das costas...

 

E vocês? També vão viver o fim-de-semana *triple F* em grande?

 

Bom fim-de-semana péssuaú!

Novo conceito - Wonderlandbox

Quem segue o blogue desde o iníciozinho sabe que eu tenho um soft spot por boxes de beleza.

Boas marcas, muitas difíceis de encontrar em Portugal, a preços de amigo, em edições temáticas, passíveis de pagar e receber em casa, qual surpresinha dos deuses amiguinhos da carteira (#pelintras), para mim é daqueles pequenos luxos que me permito de vez em quando!

 

Em 2014 aderi a um serviço que entretanto perdeu o fulgor, e que só deixei por não cumprirem a regra de não repetir produtos.

Mas a verdade é que continuo a suspirar pelo conceito das beauty boxes. E qual não foi o meu espanto quando vi, no Instagram, este novo conceito português: a Wonderlandbox. Que celebra no próximo mês o seu 1º aniversário. Como se apresentam?

 

A verdadeira caixa de beleza feita à tua medida! Não queremos discriminar ninguém por isso o público masculino também tem um lugar neste mundo das caixas.

 

Ou seja, pela 1ª vez, vejo uma empresa portuguesa não só a tentar tornar a cosmética mais acessível, como a mostrar abertura de género. Já aí, ganham muitos pontos!

 

Depois basta olhar para os nºs para ficar interessada: num ano contam com quase 2500 fãs, trabalham com marcas como a Dolce & Gabanna, a Embelleze e a Skin doctors. Têm diferentes pacotes de subscrição mensal (eu estou de olho na mistério e na descoberta, que para mim a piada destes serviços está nas surpresas), têm edições especiais para as datas festivas eeee garantem entrega em 1 a 2 dias úteis em certos períodos.

Depois de passear pelo website, não só acho que as wonderboxes são um bom miminho pessoal, como dei por mim a pensar que podem ser o presente de grupo/vaquinha perfeito:

» aquelas situações em que nos juntamos a amigos para oferecer presentes, mas já estamos sem ideias - tipo aniversários, despedidas de solteiro, presentes a colegas de trabalho... e chegam em embalagens LINDAS!

 

E o que mais me deixa curiosa? O site tem uma zona de questionário pessoal super detalhada, para não cometer gaffes.

Já estou para aqui a olhar para o calendário a ver quem poderá vir a receber uma destas meninas...

 

Já conheciam?

Gostam deste conceito?

Receita - Mandioca no forno

Há umas boas semanas cruzei-me com um artigo ou uma receita na net, que proponha mandioca como acompanhamento de refeições, até porque tem alguns benefícios.

Não a farinha, "à brasileira" como a conhecemos, mas sim a raiz, cozinhada como familiar da batata.

A minha sorte de morar no meio das comunidades africanas e brasileiras da zona é ter mercearias locais muuuuuuuuuuito bem apetrechadas, com legumes e frutos (maioritariamente biológicos) daqueles que nos hipermercados custam os olhos da cara, porque são "exóticos"; mas a preços acessíveis.

E foi assim que encontrei mandioca fresca!

Escusado será dizer que arrisquei, até para ir variando da batata doce...

 

Esta semana comecei por arriscar, da forma mais fácil:

Mandioca temperada no forno.

Descasquei completamente, cortei em cubinhos, temperei de sal, pimenta, pimentão, azeite e limão e levei ao forno, num pirex, durante 40 minutos.

O resultado é bom, diferente, em termos de textura, mas muito bom!

Ao espetar o garfo, fica semelhante a batata mal cozinhada, ainda encruada, mas na verdade não o está! Fica bem suave, tem um toque meio ácido e adocicado (sem exageros!) e é bastante saciante e rico.

 

Confesso que estávamos borradinhos de medo desta experiência... mas correu bem e ganhamos mais uma opção para variar os acompanhamentos!

 

Mães da blogosfera, digam-me lá:

O Dia da Mãe é já este Domingo. Eu, acabei por escolher um destes miminhos.

 

Mas é agora, que já não preciso de inspiração, que me cruzo com um golpe de génio!

A caminho do trabalho, passo sempre por uma lojinha de comércio tradiconal, daquelas "primas" da Casa Viva (e outras que tal)... Logicamente, a montra já "chama" os corações dos filhos desnaturados, que ainda não compraram algo para agraciar as suas mães (queridas, mãaaaaaaaes queridas!).

Entre as habituais propostas:

  • molduras para fotos
  • caixinhas de joias
  • peças de decoração
  • quadros amorósó-inspiracionais
  • postais fófinhos...

Encontro:

Quadros decorativos (vários!!!!) com receitas de COCKTAILS EXTREMAMENTE ALCOÓLICOS

 

Vá, querida mães blogueiras, contem-me a verdade verdadeira:

É este o "segredo" para bem aturar um possível m-bebé?!

(Vá, ao menos, esta lojinha é original)

A minha mente, em imagens:

Já tinha saudades de passar pelo meu feed pessoal do Facebook e sentir que ele me lê a mente.

Hoje em dia não é tão fácil, o pessoal já não é tão "pessoal", "em temas de interesse"...

 

Mas esta semana cruzei-me com estas duas imagens e senti-me revista. E sorri.

Ao menos, não estou sozinha...

(este excerto é de um livro que uma das minhas caloiras escreveu... Sinto-me velha e orgulhosa ao mesmo tempo 

Recebidos - Sinto-te (Chiado Editora)

Recebi este livro na semana passada. No dia anterior a terminar este, de que vos falei.

É pequeno (pouco mais de 150 páginas), é português, é recente (está nas bancas há 2 meses).

Em 5 dias já li cerca de metade. Porque me faz sentido, porque me faz lembrar de mim, há uns anos atrás.

Acredito que, depois de voltar da próxima viagem de trabalho vos possa fazer uma review com "pés e cabeça".

Para já, posso dizer que estou a gostar bastante, todos os dias "voa" mais um capítulo e quase custa a pousar este livro, de tanto que as personagens são reconhecíveis.

A Ana (já repararam que estou rodeada de Anas? ) consegue, facilmente, "pintar" personagens atuais e isso, para mim, é meio caminho andado para me aproximar de um livro.

 

Já conheciam este "Sinto-te"?

Review - Memnoch, the Devil (Anne Rice)

Este ano, a "meta" é ler entre 13 e 15 livros. Para este número muito devo ao autocarro, que parte mesmo daqui da Avenida, e me dá 20 a 25 minutos de leitura, todos os dias (que o consigo apanhar).

Memnoch, o Demónio é o 5º volume da saga "As crónicas do Vampiro" de Anne Rice, uma saga de que gosto desde pequena, com personagens que sinto conhecer. Com este volume, chego quase a meio da viagem com este núcleo, muito mais humano do que os nomes das obras deixariam parecer.

Já o tinha comigo desde 2015, foi um presente dos golden 30's atrasado. Comprei o 6º volume, o ano passado na Feira do Livro, mas demorei 5 meses a ler este livro. E isso, já creio, diz muito.

Chego, assim, quase a meio desta saga.

Foi o 1º que li na língua nativa e foi o que mais me desiludiu. Quem diria que uma escrita frenética poderia ser aborrecida? Pois, que pode.

Anne Rice perpetua o "estilo" do volume anterior (O Ladrão de Corpos): história arrastada sem acréscimo de valor, até aos últimos 8 capítulos. Um final feito de capítulos corridos, de choque pelo choque, sem explicações, crescendo que fica no ar, sem ser um cliffhanger, levando mais à frustração do que a qualquer outro sentimento.
Lestat aparece mais "só", ainda mais humanizado do que no 4º volume, apenas para ser ainda mais a vítima. repete-se também o que me começa a parece um hábito: Lestat objetivizado para uso das mulheres, personagens, elas, também repetitivas: frágeis na sua força, dicotómicas, iludidas (por ele e por si mesmas), que no final do encantamento, "descartam" Lestat.

Continuarei a saga, porque gosto das personagens do núcleo, porque espero que regresse à força do 2º volume, porque o próximo parece sair um pouco do foco "apenas Lestat".
Mas o meu fogo por esta trama, e pior, por esta autora, que acarinho desde pequena, começa a diminuir. E isso, no mundo dos livros, é das maiores tristezas...

É assim a vida, cá em casa:

Obrigado P3 por trazeres visibilidade à escolha que fizemos, há quase 2 anos, lá em casa.

 

O ser Flexitariano, para nós é isto, mas numa transição mais gradual, mais sustentada, para o corpo não passar por ressacas nem pela pressão do "fundamentalismo".

O casal do artigo é mais novo, mas está "nisto" há mais anos e tem uma visão mais decidida da sua escolha.

Nós? Nós pensamos na saúde 1º. No bolso em 2º lugar. E no sabor e na satisfação de comer sempre.

Leiam tudo aqui.

Receita - Caril de lentilhas vermelhas e batata doce

No 24 Kitchen há uma cozinheira de descendência indiana (mil perdões, mas não me lembro do nome dela...) que tem um segmento de receitas, daquelas de 5 minutos, entre um programa e o outro.

 

Adoro vê-la, quando a "apanho", porque ela em 5 minutos faz sempre um enquadramento socio-económico da receita, junta-lhe memórias de infância e mostra como afinal a cozinha indiana está acessível e não é nenhum bicho papão!

Há uns quantos programas vi-a cozinhar um caril rápido de lentilhas vermelhas. E eu, que desde há um ano para cá virei super fã de lentilhas? Especialmente as vermelhas que são as que cozinham mais rápido, as que ficam mais macias e as que corremos menos riscos de ficarem encruadas.

Só vos digo, fiquei logo de "antenas" no ar.

Aqui entre nós, não estava com vontade de repetir o basmati, ou não parece que estou sempre a fazer as mesmas receitas 

 

Inspirei-me na receita do 24 Kitchen, abri o frigorífico e fiz a minha versão, com os legumes e ingredientes que tinha em casa.

 

Ingredientes:

  • meia cebola
  • 1 1/2 colher de sopa de manteiga
  • 2 dentes de alho
  • 2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
  • 2 colheres de sopa de vinho branco
  • 1 colher de sopa de massa de pimentão
  • pimenta, sal, caril, açafrão, mistura de massala em pó e chili em pó q.b
  • meio talo de alho francês
  • meio talo de ruibarbo (descascado)
  • meio pimento verde
  • meia courgete (descascada)
  • 1 iogurte natural
  • sumo de meio limão
  • 3 batatas doces pequenas
  • amêndoas e amendoins naturais (cortados) para polvilhar e dar crunch

 

Comecei por cozer a batata doce, sem pele e em cubos, e as lentilhas, 3/4 de chávena, para duas chávenas de água (em tachos separados), cerca de 10 minutos. Reservei.

Depois fiz um estrugido muito leve, com os ingredientes pela ordem que encontram na lista e os temperos. Pessoalmente gosto de cortar todos os ingredientes em cubos pequenos, por um lado cozinham mais depressa; por outro envolvem melhor no molho das lentilhas. Os legumes, o vinagre e o vinho deverão (comigo acontece!) largar água suficiente para cozinhar os primeiros 10 minutos em lume médio-baixo. Ao fim de 10 minutos, junto o iogurte natural e o sumo de limão acabado de espremer, mexo e deixo cozinhar mais 10 minutos. No final, junto as batatas e as lentilhas e envolvo. Mesmo antes de servir, polvilho com os frutos secos et voilá!

(Imagem exemplificativa, para não variar... )

 

Em 40 minutos uma refeição saciante, reconfortante e que dá para 4 levadas 

Inspiração - Lang Leav

Isto de voltar a ler a poesia que já escrevi, fez-me pesquisar novos poetas.

Apesar de não ser a maior fã do mundo de poesia, e de quase fugir dos Cánones que TOOOOOOODA a gente ama, como "rapariga de Letras", sei que, quando encontramos quem nos toca, não há como um poeta para nos escrever a alma.

 

Em Português sou um pouco revolucionária, muito sentimental, muito "bater com o punho na mesa". Sinto-me Ary e Sophia, em muito, nos momentos importantes da vida (Ary foi o escolhido para abrir a minha Tese de Mestrado, para terem noção ).

 

Há umas semanas, enquanto pesquisava material para os Mood Boards aqui do blogue, cruzei-me com Lang Leav, uma poetisa das redes sociais, sim, leram bem, uma poetisa que ganhou força e visibilidade nas redes sociais e que desde 2014 anda a deslumbrar o mundo.

Para mim, tem uma escrita forte, pessoal, feminina, intensa. Tudo o que eu gosto, tudo o que me inspira. E quando percebi a história dela, tinha que a partilhar convosco.