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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto... Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final. Parágrafo!

Aaah e tal, chegou o calor...

Chegou?

Aaah chegou, chegou!

 

E Mister Snape que o comprove:

 

Nós, reles humanos, ainda não conseguimos por a mantinha (do IKEA) de parte, quando vamos ver um bocadinho de Têbê para a sala, maaaaaaaaas o Sinhor Gato já se esparrama todo, como se o calor não o deixasse em paz!

 

E os vossos patudinhos, têm-se queixado muito?

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Flores para a Páscoa!

plim!

De repente, neste 2017 que tem sido um voar, lá estamos nós na Páscoa! Como senhores?! Comoooo?!

 

E lá será a 3ª Páscoa longe do meu afilhado. A bem dizer, todos os anos lhe dou a "escolher" (que isto das viagens Lisboa-Porto, não é nada amigo da carteira): ou estamos juntos na Páscoa, ou no aniversário dele, que por norma, é logo a seguir. Claaaaro, ele escolhe sempre o aniversário, que na panca do "o meu dia é que é!", ele sai aqui à madrinha!

 

Mas a verdade é que custa, ou não o tivesse eu praticamente criado até aos 7 anos.

Para afogar as "mágoas", fui passear para a minha loja online de referência. E, de repente, reparei que estão com uma secção especial com 85% de desconto, E nenhuma peça ultrapassa os €25! Perfeito para as madrinhas do mundo inundarem os seus afilhados de pedidos, e mesmo a tempo das pecinhas chegarem a casa para o Domingo de Ramos.

Ora, Ramos » Flores!

Há lá assunto que me faça lembrar mais a Páscoa do que flores? E o giro é que consegui encontrar 3 peças com flores, para todos os gostos e estilos e melhor? Para todas as carteiras!

Espreitem, cliquem e escolham a vossa favorita...

 

 

Então? Qual ganhou?

Poemas do "outro sítio" #5

26.04.2010

 

Rosa Celeste

Mordes. Beijamos...
O toque da tua mão. A interrupção. A tua mão.
O jeito, a lembrança que agora é sorriso gargalhado, descartada por ti e em ti.
A timidez ao de cima mesclada com a vontade.
O desculpa. O sorriso.
[...]
 
As tuas mão frias, suadas. As tuas costas quando queria os teus olhos.
O sorriso no passo que tremia mas fluía [...].
Tu normalizas-me.

Da alegria de escrever uma antítese, uma sinestesia. Nascida de uma paixão assolapada que não esperava, de todo, àquela época.

Que não deu em nada, a não ser em idealizações, de ambos os lados.

Mas sou grata. Sorrio. Sempre. Sempre que penso naquela noite. Nos toca e foge. Nos "de repentes". Em como "tudo começou".
Mesmo que existam histórias com fins muito rápidos e sabores muito fugazes.

Do sono e dos sonhos

Afinal, tenho lidado melhor com o corte da medicação noturna do que esperava.

A verdade é que, neste momento, sem seguro de saúde, não consigo sustentar as consultas no neurologista. Então? Então tenho mantido toda a minha medicação para as crises epiléticas, menos o medicamento noturno para dormir e diminuir probabilidade de crises, porque não temos como sustentar as consultas, os exames E a medicação - vocês têm noção do quão caros são os medicamentos para doenças crónicas, em Portugal? Só vos digo, até doem! 

 

Estou há perto de 2 meses (na altura até falei no assunto e nos meus medos, aqui no blogue) sem tomar os "apoiantes" do sono. Tenho noites em que, realmente, me é mais difícil adormecer. Tenho noites muito mais mexidas (diz-me o m-R). Tenho-me sentido mais cansada (e consequentemente tenho caído mais). Mas, por outro lado consegui voltar a lembrar-me com o que sonho.

Eu gosto de sonhar quando durmo. Normalmente, não tenho pesadelos. Normalmente consigo ver, estar com pessoas de quem tenho enormes saudades.

Nestas últimas duas semanas, sonhei duas vezes que estava de férias! 

Com o m-R, com a MC e com o EVO.

Vocês imaginam a alegrai que é sonhar com os nossos melhores amigos? Especialmente quando eles estão fisicamente longe?

Nessas manhãs tenho acordado a sorrir, com o coração quentinho, com a sensação de que estive mesmo com eles! Quase consegui sentir os beijinhos e os abraços, ouvi as vozes deles. 

E as preocupações, os medos a realidade não me seguiram para "lá".

 

Há uma (de mil!) frase batida que diz que os amigos nunca estão longe, quando são verdadeiros. Pois eu, ainda acrescento: os amigos de quem o coração tem saudades, estão à distância de um sonho.

Do Dia da Mulher

O Sol brilha lá fora, o calor promete chegar.

Eu, eu estou na minha cadeira, a martelar as teclas, num sem-fim de tarefas - porque a vida não pausa, lá porque se esteve a trabalhar a 600 km do local "normal".

 

O Sol brilha lá fora, o calor promete, tal qual como há 8 anos, quando a 8 também me reencontrei comigo, com o lado que sempre neguei em mim, com o lado que pensei que ninguém via, ou que não interessava a ninguém.

Lado que, entretanto, no último ano, adormeceu em mim.

 

Hoje, que a Internet grassa de flores e convites e festas... eu dou por mim, ainda mais "interna", que o habitual.

Não sei se do cansaço de 12h passadas dentro de um carro nas últimas 36 horas.

Sei que, abri esta janela, esta página em branco, e de repente? Apeteceu-me falar de mim.

Da mulher que tem dias que sou, quando não me recuso a crescer de menina, "para cima".

Apeteceu-me relembrar-vos que a Mulher, entidade, organismo vivo constituída por todas nós, é única: forte, luminosa, intensa. Tudo, em positivo e negativo, como a vida, como a sociedade, como os organismos mutáveis. Como as meninas, que passam a Mulheres.

Apeteceu-me relembrar-vos, que, se não nos cuidamos, se não nos valoramos, aparecem ex-cientistas loucos, ex-psicopatas lá do deserto, jamais e tentam roubar-nos de nós próprias. E o pior? 25% das mulheres em relações, deixam que isso aconteça. Eu deixei que isso acontecesse.

Mesmo quando a ironia da vida fez com que o dia em que me entreguei totalmente, tenha sido um 8 de março, dia da Mulher.

Hoje, nos últimos dias, nas últimas semanas, em meses sem fim, que se fundem e se perdem na minha memória, sinto-me muito pouco feminina, muito pouco sexy, valorosa, Mulher. Não o sinto, não o encontro, mas sei que o sou.

E essa sabedoria, este estatuto partilhado, merece ser celebrado, nunca esquecido, nunca roubado.

Nada como um fim-de-semana sem presunções

Esta semana não havia cá planos.

Eu sei, eu sei... nada féxon!

 

Mas, às vezes (no meu caso, de quando me dá a veia "bicho do mato", muitas vezes), é melhor ficar mesmo por aí.

 

6ª cheguei a casa tarde, cansada. O jantar cheio de miminhos e novas receitas vegetarianas, esperava-me. E uma boa garrafa de vinho! 

Sábado foi limpar a casa toda e fazer enormes arrumações (incrível como estou na casa nova há 5 meses e, sempre que deito as mãos às divisões, sai sempre mais um saco de coisas para deitar fora!). Não houve melhor sentimento do que olhar para a cozinha e as casas de banho e vê-las "prontas", para o quarto intermédio muito bem encaminhado e bonito! E para a sala e vê-la a ganhar vida - ainda que meia vazia e cheia de desenrrascansos :P

Seguiu-se o aturar o Sogrinho e os avós paternos do m-R. Decididamente são aquele tipo de pessoas que visita para "avaliar", para sondar. É triste, mas é verdade. Verem tudo o que temos, o que não temos, mandarem boquinhas... comer e beber e em 2 horas, estavam de lá para fora... qual companhia, qual como estão?! Nah! Isso é só nos filmes (ou seja, tal e qual a figurinha que a minha meia-tia foi lá a casa fazer, em dezembro)...

Ouvi de tudo:

  • Sogrinho a dizer que a casa "é aceitável, mas nada de especial" - pessoal que sabe o envolvimento de Sogrinho querido, vamos rir para não chorar?! 
  • Os avós do m-R levaram-nos meia dúzia de travessas com 30 ou mais anos, para nos atafulhar os móveis que NÃO temos e mandaram boquinhas sobre não nos metermos em dívidas e comprarmos as coisas atempadamente - aka relembrar o m-R que tem que pagar mensalmente o dinheiro emprestado pelos avós... 
  • Avô paterno do m-R a perguntar pelo Botinhas , a dizer que o Snape está velho e que tinha que sair a horas porque havia jogos de futebol para ver

Salve-se que eu e o m-R passamos o resto do sábado a curtir o sofá, a ver filmes e a comer os restos das coisas boas que tínhamos comprado para as visitas 

 

Domingo lutei contra a minha enorme vontade de ficar por casa e lá fomos com a Sogrinha, visitar a avó materna do m-R e lanchar todos juntos, depois de termos estado a arranjar a máquina de lavar da avó, que parecia esta possuída pelo Démo! 

 

A noite foi de ver o Festival da Canção, sem estarmos a contar, foi de fazer dim sums caseiros (ficaram tãaaaaaaaaao bons!!!!), foi de fazer as malas para arrancar para Miranda do Douro agora às 15h, foi de enroscar no sofá já cheios de saudades, foi de dormir com o Snape no meio de nós - é ele e o SENHOR 

 

Ainda não viajei e já me sinto cansada, e com saudades...

Mas o que tem que ser, tem muita força. E um fim-de-semana mexido, mas sem ter tudo planeado, foi mesmo o que eu estava a precisar... Mesmo que o meu espírito hoje não seja o melhor - e tenha adiado a visita ao Porto - só volta lá em abril, não me sinto mental ou animicamente capaz de visitar o Porto, este mês...

E o vosso fim-de-semana, que tal foi? Estão aí cheios de vontade de levar a nova semana em frente?

O descanso dos guerreiros!

Bem, vamos todos dar graças aos Deuses do Carnaval por afinal de contas, não termos deixado a preguiça tomar conta, e termos aproveitado o dia ontem?

 

Eu passo a explicar: a partir de hoje, e até final de junho, entro no que eu chamo "o mais uma voltinha, mais uma viagem" da minha vida profissional: a partir da próxima semana vou passar, pelo menos uma semana fora, por mês, graças ao principal projeto que me paga o salariozinho.

Não, não vou para o estrangeiro, nem para cidades glamourosas, como boa blogger féxon que se preze.

Vou mesmo para o interior Norte e Trás-os-Montes, belas zonas, que o são! Ter reuniões atrás de reuniões, partilhar quartos com colegas, comer beeeeeeeeeeeem, dormir pouco, bufar e rosnar muito eeeeeeeeee andar a trabalhar em locais onde muitos se deslumbram. Coisas boas e coisas más, muito cansaço, muitas saudades de casa (e muito Xanax) me esperam... 

 

Pelo meio, claro que vão haver coisas para fazer por Lisboa, como Comunicados à Imprensa, eventos que me vão pôr a fazer horas extra, a colega de Departamento fora ou de folga, também.

 

E em abril: férias!

As primeiras férias a dois, desde 2015.

As primeiras férias sem medo ou bullying, desde 2015.

As primeiras férias "sem corda no pescoço", desde 2015.

Quiçá as únicas férias "fora" nos próximos tempos - e nem isso está garantido 

 

Isto tudo para dizer que: ainda bem que ontem fomos tomar o "pequeno-almoço dos pobres" ao IKEA, que fomos passear às praias do Meco, ver o mar agreste e as famílias na rua, fomos comer uma super tosta ao lanche (saltamos o almoço, shoot us!) e comprar peixinho fresco para grelhar em casa, para o jantar - que isto de passar pelos restaurantes de praia, deixa uma pessoa com desejos...

Vimos filmes e séries, eu estou quase a acabar este livro (que está a ser uma maravilhosa surpresa!), fomos dormir cedo, no "quarto novo", e eu estou a estranhar o colchão...  e mesmo assim hoje de manhã, ninguém (nem o Snape!) queria sair da cama!

Baldei-me ao Yoga? Sim, mas a Marina compreende!

 

Deixo-vos esta foto, tirada "do nada" por mim, o que não é nada normal, mas eu cá, não vejo dandylions todos os dias, a 10 minutos de casa - e serve para que nunca me esqueça que o Descanso do(s) Guerreiro(s) existe!

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É Carnaval e tal!

Se querem que vos diga, não sei o que vou fazer com este dia livre - e com o qual o m-R, ainda por cima, também foi agraciado pelo patrão! 

Venha o descanso, agora já no quarto principal da casa, ao fim de 4 meses!

O 1º pequeno-almoço nesta cama.

 

E como é Carnaval e tal, hoje não devo voltar a passar por cá, mas eu sei que vocês não vão levar a mal 

Planos desse lado, há?

Um presente, um símbolo.

Este ano, para celebrar o nosso 5º aniversário de namoro e o 3º a viver juntos e o 1º como co-proprietários de uma casa (tudo nos acontece em agosto!); só "pedi" (podem mesmo dizer sem vergonhas, que exigi!) um presente.

Não sou de exigências. E quem já me viu a mim e ao m-R sabe que eu sou muito mais de dar, de pesquisar o mundo pelos presentes mais simbólicos (símbolos dele, do que ele gosta, ou de nós), mais únicos e mais tudituditudi.

Não costumo falhar - ou então é ele que se contenta com pouco 

Eu? Não costumo pedir nada. O que lhe difuculta a vida. Porque ao contrário do blogue onde até faço listinhas (que o meu melhor amigo agradece profundamente! ), "na vida real" nunca preciso de nada, está sempre tudo bem, vou sempre eu comprar nos saldos... e assim por diante...

[Pedi a festa de supéh-30 e algumas de vocês aqui sabem o que o Rapaz sofreu na altura ]

 

Este ano pedi. Mais que isso, exigi, mas avisei com quase 2 anos de distância para ele se preparar, procurar e poupar para isso.

Pedi o quê? Algo muito cliché, mas que para mim é o símbolo dos anos, dos passos a das metas que atingimos juntos: um anel, de ouro. Símbolo de compromisso entre nós, símbolo do nosso casa-mento. Para andar na mão esquerda, pela "mão-cheia de anos" juntos.

 

Conhecendo-o? Estamos a 5 meses e ele pesquisou zerinho. Nem sabe a minha medida de anel (deixem lá, que eu também não Ooops!].

E não é que o meu Inginheiro nasceu de rabo virado para a Lua, no sábado, em passeio no Norteshopping, olhamos para uma ourivesaria e plim! Lá estava "ele" o protótipo do tipo de anel que eu gosto e me vejo a usar.

E que ele também adorou e que ele disse considerar estar bastante dentro do preço pensado. Aqui entre nós, acho que até ele se sorriu todo... 

Agora? Quero ver como é que ele "descalça a bota" do anel estar a 320 km.