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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto... Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final. Parágrafo!

#coisasboasà6ªfeira?

Não era minha intenção hoje vir cá desabafar... mas a vida acontece, não é?

Estou aqui, com aquele tremor interno da ansiedade, a olhar para as tarefas do trabalho, para os recados que tenho para cumprir na hora de almoço, a pensar ligar à T., mas sempre com um enorme medo de ser um inconveniente.

Estou aqui, com chatices laborais causadas por 3ºs, daquelas em que me apetece dar um dos meus famosos "raspanetes de gestora de equipas", mas o empata-f*das é só um dos maiorais da "cena" e o pessoal bufa, queixa-se, mas faz - eu incluída. A diferença é que eu procrastino prá cáraca!

 

Dou por mim, chegada a 6ª feira, chegada quase ao fim de maio, a uma semana de voltar ao Porto, sem perceber como aqui cheguei. Como assim já é quase junho?!

Tenho passado dias, semanas de confusão interna, qual reflexo das nuvens e da ventania lá fora. A diferença? Não me recrimino tanto por isso, não me culpabilizo, não me afogo ou afundo em mim, na negrura. Aceito, procuro a humanidade nestes dias. Começo a ver a "luz" de que todos temos dias destes. Todos temos que lidar com este tremor, qual moínha, qual zumbido, cá dentro.

Acabei de respirar fundo, de suspirar.

No cansaço, na confusão.

Mas disposta a organizar a cabeça, a relegar a ansiedade que quer tomar conta e avançar com o dia.

 

Esta 6ª feira é comum. Vulgar. "Especial" no inverno lá fora. Mas não a creio digna de história.

E, ao escrever, como que para me obrigar a focar, apercebi-me a #coisaboaà6ªfeira deste dia é que o meu eu de 15 anos, o que tinha ataques de ansiedade a cada grande prova que tinha que cumprir, havia de ficar parvo com o facto de que a ansiedade é passível de ser enfrentada, aceite e abraçada.

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