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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Estes são os meus pontos sobre saúde, culinária e lifestyle. Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final!

Ter | 14.03.17

Brincar com o tempo

Ainda por estes dias li a Desconhecida e os seus miúdos falar do tempo, dos desejos de criança, do que é "ser crescido".

E bem diz ela, se os miúdos soubessem... não queriam ser tão crescidos, não sonhavam tanto com o ser adulto, não faziam tantos planos.

 

Ando numa fase de "olhar muito para trás".

Não de "cor-de-rosar" o passado, de achar que o que vivi é "que foi!", pouco do que vivi foi de grande memória (exceptuando os momentos com a MC, com o m-R, com o meu afilhado...).

Mas, tenho andado introspetiva, e tenho-me apercebido que este meu feitio de viver as coisas para mim e em mim, as faz quase passar por pouco intensas, quando não o foram.

Ando numa fase de, dissussiando as pessoas, olhar para situações em que fiquei dorida, ou deveria ter ficado... e perceber. Juntar peças do meu puzzle.

 

E no fim? No fim sou tão cliché, como a "rapariga do lado". Não há cá intelectualóide.

Realmente, não há liberdade como a de dizer o que sentimos, mesmo que isso não seja compreendido, ou aceite.

Realmente, não há Amor como o 1º. Ao ponto de me chegar a questionar se voltei a amar "assim".

Realmente, ganhamos medos, com a idade.

Realmente, transformamo-nos nos nossos pais, por muito pouco, ou nada, que nos reconheçamos neles.

Ao fim e ao cabo?

Viver é muita coisa.

Incluindo, brincar com o tempo.

2 comentários

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    m-M 20.03.2017 12:49

    Essa parte, para mim, é a mais difícil :P
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