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Os Contos da menina-Mulher

Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto... Aqui toda eu sou vírgulas, reticências e, no extremo, pontos de exclamação ou mesmo um ponto final. Parágrafo!

Novidades de Páscoa - powered by SheIn

Todos os anos dou a escolher ao meu afilhado: Páscoa juntos OU aniversário juntos?

O meu H. foi esperto que nem um rato: nasceu no dia anterior a um feriado. Por outro lado, não foi assim tão esperto: nasceu sempre coladinho à Páscoa.

Aos 6 anos confirmou (que eu, como Madrinha já suspeitava), não querer seguir os ensinamentos religiosos e eu assenti. Porque foram exatamente os meus padrinhos que me afastaram da religião com a sua beatice e o sentimento de obrigação por detrás da religião.

Assim sendo, este ano, como o faço, especialmente desde que me mudei para Lisboa, perguntei ao H.: Páscoa ou aniversário?

Do outro lado do telefone ouvi o esperado: Os meus anos, claro!

E desta feita, este ano a Páscoa foi passada na Terrinha, a celebrar os 82 anos da avó do m-R. Com muito gosto!

Levamo-la a passear a uma das suas cidades favoritas: Caldas da Rainha, que eu nem conhecia!

 

E acabei a dar graças por ter levado o meu novo vestido da SheIn a passear, pois o Jardim das Termas é lindo e o dia estava maravilhoso! Agora percebo porquê que uma "avó" como a do m-R, calminha e caseira, está sempre a falar da cidade com um brilhozinho nos olhos

 

Et voilá, o look de feriado. O vestido é um M, mas é um pouco largo, ou seja, para me servir nos ombros (tenho os ombros largos, cortesia de 13 anos de natação) ficou largo pelo resto do corpo, mas tem bolso (o que eu acho sempre fofo num vestido) e o detalhe das mangas é super fofinho! Reconhecimento ao m-R que ainda conseguiu apanhar a minha tattoo menos favorita a espreitar!

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Recomendo este vestido exatamente para esta época, a mudança de estação, mas acredito que fique melhor a meninas com menos anca do que eu - sim, eu tenho espelhos em casa

 

E vocês? Que me dizem?

 

Receita - "Rancho" vegetariano

Ora, como já partilhei aqui no blogue, há uns bons anos, o m-R não é nada gourmet a comer.

In fact, "chocou-me", quando começamos a viver juntos, quando um dia me pediu para fazer "rancho", comida que eu associo aos sábados ao almoço, quando o meu pai chegava do trabalho.

Ou seja, o m-R adora estufados. Entretanto, habituou-se aos meus estufados, que em vez de tomate, têm uma colherinha de massa de pimentão, para dar cor e sabor, e fugir ao tomate, ao qual eu sou intolerante.

 

Na semana passada, pediu-me um estufado vegetariano, e eu, confesso, estava sem ideias. Não queria caril, nem açafrão. Maaaaas ando numa fase muito "alho francês + cogumelos + leguminosas = <3"

E plim! Toca de me lembrar de fazer rancho, mas sem carne. E, repente, sem saber, encontrei o nosso novo prato favorito - até porque aproveitei e repeti, com ingrediente diferentes, para dar a provar à Sogrinha durante o fim-de-semana prolongado.

 

Tudo o que precisam é:

  • meio alho francês (cortado em quartos)
  • 4 cogumelos frescos (laminados) OU 100 g de agriões frescos (cortados)
  • meio frasco de leguminosas (eu sou alérgica a leguminosas enlatadas, mas podem fazer com enlatados, claro!) - usei grão e feijão fradinho
  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho
  • 150 g de abobora em cubos OU 150 g de courgete em rodelas
  • 1 colher de sopa de massa de pimentão
  • 2 colheres de sopa de vinho branco
  • azeite OU manteiga, sal, pimenta, malagueta, pimentão doce (em pó) q.b
  • 4 punhados de uma massa à vossa escolha (eu escolhi cotovelos e espirais)
  • sumo de meio limão e 20 g amendoins picados

 

Refoguem em cru os legumes listados no azeite ou manteiga (a receita com manteiga fica mais cremosa), temperados, por 15 minutos em lume médio. acrescentem 150 ml de água quente, juntem a massa (esta quantidade dá para alimentar 4 a 5 pessoas), deixam cozinhar por mais 10 minutos.

No final, "para rematar" reguem com o sumo de meio limão e polvilhem com amendoins cortados.

Se a Sogrinha aprovou, podem confiar!

O mundo dos blogues

Adoro quando o mundo dos blogues anda em sintonia.

 

De há uma semana para cá, seja por cansaço, estar em baixo, pela perspetiva de férias ou pelo muito trabalho... o apetite para "estar" no blogue, mais do que "vir ao blogue" é pouca, muito pouca.

Ideias e parvoeiras para ir contando até tenho - e reviews para fazer: obriguem-me a fazer essas sff.!

Mas vontade estar, passar pelos blogues, comentar, dizer de minha justiça é pouca.

Tal como o foi há exatamente um ano atrás, por outros motivos.

 

E pensei que estava sozinha neste sentimento, mas vejo, por desabafos noutros blogues, que não é o caso.

Há uma onda de nhécas a afastar-nos daqui.

 

Será que é do sol? Dos feriados? Dos planos? Dos dias maiores?

Aqui entre nós, não sei.

Espero que seja mesmo só uma fase... e que a motivação e os testos disparados dos dedos voltem e em força!

 

(E em pesquisas apercebi-me que esta sensação pode decorrer do fast pace blogging e por isso, apareceu o movimento slow blogging, conhecem?)

Poemas "do outro sítio" #8

De quando eu escrevia em inglês, como se fosse a segunda pele, da minha alma.

 

04.02.2010 - Caring

Be careful!...

As I feel they're robbing me of you.

 

Be still my heart!...
In the middle of all of them.

 

It is you, I've senced it.
But...
Walkers cross my path.

 

The deeds strenght the inside me
The waiting keeps the window open.

 

What is happening?

 

Be careful!...
As I feel they're robbing me of you...
 

E infelizmente, ñoa me lembro do processo de escrita destas palavras de amor...

m-M, a info-excluída!

Vá, digam-me lá:

Que raio tenho eu que fazer para ser brindada com aquelas memórias, as que tooooooooda a gente partilha, no Facebook?

 

Em tanto tempo que vejo isso por todo o lado nas nossas feeds, só me apareceu 2 vezes... e olhem que eu até costumava partilhar muita coisinha gira no meu perfil pessoal!...

 

Sinto que o Faicibuqui me ignora, me exclui...

(sexy! - especialmente os bailarinhos! uuuuh!)

Fim-de-semana prolongado, eu vou-lhi usá!

Nada como ter um fim-de-semana prolongado, mesmo antes de termos metido férias. Nunca tinha feito isto e, no fundo, apercebo-me que é quase como fazer um estágio, à la jogador da bola.

 

Confesso (e isto não é nada meu hábito, mas os anti-histamínicos levam a melhor...), não desfiz a mala, desde que cheguei, há 3 dias. Simplesmente porque vai ser um caso de trocar as peças de roupa por ainda mais vestidos e calções e blusas e sair, porta fora , rumo a 3 dias numas férias em hotel 4*, como nunca tive (nada como, graças ao trabalho, encontrar uma super pechincha para ser ainda mais pelintra!).

 

E o Universo realmente junta-se para me presentear, numa tentativa de me levantar o espírito.

Chagaram estas duas encomendas (se não conseguirem perceber bem as fotos, cliquem para aumentar, o meu Iphosga-se está a dar as últimas e nota-se bem pela camara), que vão direitinhas comigo, passear - e sim, serei a rapariga das pernas "assassinadas" por picadas de melgas, mas oh Teresa, isso agora não interessa nada!

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 (Saldos!!!)

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 (Ofertasss!!!)

Do enquadramento

À minha volta grassam frases positivas, pessoas agradecidas, pessoas que encontraram uma nova força, motivação e frases chavão.

Por muitas, "amigas, conhecidas", fico feliz, sorrio, por finalmente os ver bem.

 

Em mim, cresce insatisfação.

Eu, a eterna instisfeita, que tem/cria expectativas tão altas, que as coisas acontecem e a frase interna é: "afinal é isto?".

Dou por mim a entrar no cíclo da insatisfação: a ficar frustradinha, irritadinha e fartinha, cá dentro. Tudo em inha porque supostamente, não tenho motivos para mais.

E neste meu ciclo, começo a levar as coisas a peito, a ver maldade e apontar de dedo. E penso: "eu devia era acomodar-me e jogar o jogo", mas não consigo. E pimbas! Vai-de começar a atirar a "rede ao peixe", a ver se algo melhora, mesmo tendo ganho medo a mudanças.

 

New age e frases chavão parecem-me ocas, desconfio de quem vive por elas (por muito que goste de quem vive por elas).

Realmente sou como me leram, há muitos anos:

És quem quer sempre mais e não o tem, e vais ter que te habituar e aceitar isso.

 

Review - Sinto-te (Chiado Editora)

Comecei por vos apresentar este livro.

E, 5 dias depois, acabei de o ler. Já em trânsito para Estarreja, destino da última visita de trabalho.

 

A Ana leva-nos num "romance do quotidiano", num livro de detalhes, que nós liga às personagens e nos faz pensar: "Quantos dos meus dias não são semelhantes?"

As personagens rondam a minha idade (vinte e muitos, trinta e poucos) e a autora não se coíbe de tocar em assuntos que fazem parte da nossa sociedade: homossexualidade, violência, o "trabalhar para viver", os conflitos familiares.

Em 150 páginas, a autora, com uma escrita direta, qual diário, faz-nos sentir espetadores/amigos/vizinhos das personagens. Faz-nos sentir que as nossas lutas pessoais não passam despercebidas e podem mesmo resultar num livro.

"Sinto-te" é leve pelo seu tamanho e porque encerra a história com uma boa (e simples) história de amor. Mas toca porque não foge de assuntos com que nos cruzamos, todos os dias.

Pessoalmente, apenas pedia mais das passagens esotéricas (que foram o que me levou a escolher este livro) e mais um capítulo que me permitisse celebrar melhor as voltas positivas na vida das personagens.

 

Recomendo, especialmente para o período de férias que se avizinha.

Ora muito bom dia!

O Sol brilha. Às 9 da manhã já se sente o seu quentinho, nas costas.

E meia-Lisboa está de férias.

 

E como é que eu sei?

Porque o Metro vem com 1/3 das pessoas.

E mesmo as que lá vêm dentro (euzinha incluída), vêm com olhos sonhadores, olhos de quem conta os dias para as férias. (T-11 dias).

 

E com esta (e menos amassos e empurrões no Metro) vos desejo um ótimo dia!

 

P.S: Passem aqui, há passatempo de Páscoa.